sábado, 3 de janeiro de 2015

"Bem, o quatro não vai esperar pelo três
Porque o três nunca esperou pelo dois
E mesmo que você não vá esperar por mim
Eu vou esperar por você..."
- Patient Love (Passenger)



Mas um barulho no andar debaixo nos assustou, ele parou de se mover e escutou atento.
Escutamos o ranger da porta da frente e barulho de salto alto contra a madeira do piso, Louis arregalou os olhos e me encarou.

— Quem será? — perguntou assustado, dei de ombros em resposta.
— Liam? Louis? Meninos? — gritou uma voz feminina, a expressão de Louis se aliviou e ele sorriu ternamente.
— Quem é? — sussurrei intrigada, ele saiu de dentro de mim e eu fiz uma careta.
— Desculpe. É a minha mãe — falou ele animado, saltando para fora da cama e procurando suas roupas.
— Na poltrona — falei apontando para as roupas.
— Obrigado, vista-se, quero que conheça ela — falou contente, vestindo a cueca, em seguida uma calça de moletom que estava pendurada no cabide ali perto.
— Mas minhas roupas estão lá embaixo — lembrei-lhe me cobrindo com o lençol.
— Eu as trago em um segundo, já volto — gritou empolgado enquanto saia do quarto vestindo a camisa.

A mãe dele, puta merda, estávamos fazendo amor há um minuto atrás, agora eu vou conhecer a mãe dela, cacete!
Saltei da cama e vesti minha lingerie e a calça jeans que estavam ali, mas minha blusa ficou lá embaixo, procurei no guarda-roupas do Louis e encontrei uma regata larga, a vesti e dei um nó ponta, deixando-a mais ou menos do meu tamanho, é, estou razoável.
Louis abriu a porta e sorriu satisfeito.

— Você está ótima, vamos lá, venha — chamou ele depois de largar minha mochila na poltrona.
— Eu... Lou... Okay... — rendi-me e segurei sua mão estendida.
— Ela está curiosa para conhecê-la, você vai amá-la, poderemos ir à cafeteria e tomar café juntos — falou empolgado.
— Sim, parece ótimo — concordei tentando soar animada, mas ainda estou zonza com a rapidez que essa manhã está se desenvolvendo.

A mãe de Louis estava na cozinha quando entramos lá, ela sorriu largamente ao nos ver e veio ao nosso encontro, ela beijou a bochecha de Louis e me abraçou, a abracei também e sorri, ela parece legal.

— Olá, querida, sou Kellie, mãe dos rapazes — falou docemente.
— Muito prazer, Sra. Harper, sou Dianna, mas pode me chamar de Anna.
— Ela é a minha namorada, mamãe — contou Louis radiante.
— Ah, que maravilha, me chame de Kellie por favor, Anna — pediu sorridente.
— Okay, Kellie — concordei.
— Mamãe, Anna e eu planejávamos tomar café naquela cafeteria no centro da cidade, nos acompanha? — perguntou Louis ansioso.
— Sim, acho que posso tomar uma xícara de café, enquanto isso conversamos, depois tenho de ir embora — falou checando o relógio, como se já estivesse atrasada.
— Tudo bem, vamos então.

Louis segurou minha mão e nos guiou até o carro que estava estacionado em frente a garagem, a mãe dele optou por ir no próprio carro, assim poderia ir embora da cafeteria e não precisaria mais voltar.
Coloquei o cinto de segurança e me virei para olhá-lo, ele sorriu largamente, fazendo-me sorrir também, ele está tão contente que chega a ser contagiante, é adorável.

— Você está tão feliz — observo divertida, ele ri.
— Faz uns dois meses que não vejo minha mãe, e é ótimo que ela te conheça, estou feliz com isso — explicou ele.
— É ótimo conhecê-la também, ela parece ser um amor — murmurei esperançosa, Louis riu.
— Ela é legal, não se preocupe — assegurou-me divertido.
— Eu sei que é, só estou tensa, ela praticamente nos pegou na cama e, não tive tempo nem de tomar banho, agora vamos tomar café com ela. Acho que essa manhã está agitada além da conta — murmurei, ele riu.
— Você está certa, não vamos demorar muito, então poderemos voltar, tomar um banho e ir fazer um piquenique, o tempo hoje está ótimo — falou divertido.
— Parece um bom plano — concordei animada.
— Vai ser um dia perfeito, eu prometo — falou docemente e entrelaçou nossos dedos.
— Acredito em você.

Em cinco minutos já estávamos acomodados na mesa de sempre com a mãe de Louis sentada a nossa frente, ela sorria largamente e nos encarava de forma esperançosa, Louis não percebeu pois estava estudando o cardápio.

— Então, crianças, há quanto tempo estão juntos? — perguntou ela.
— Oficialmente acho que vamos completar uma semana na terça — murmurou Louis.
— Mas já tem umas duas semanas ao todo que estamos juntos — completei brincando com um guardanapo.
— Ah, que fofo, ainda estão no comecinho, bom, vocês parecem felizes — comentou sorridente.
— Sim, mamãe, estamos muito felizes — falou Louis, encarando-a intrigado. — O que a senhora tem?
— Nada, querido, eu só... Fico feliz que você tenha encontrado alguém, faz tempo desde que lhe vi com uma garota — falou ela, senti vontade de rir, mas me controlei.
— Mamãe, eu não costumo lhe apresentar os meus 'casos', não vale a pena — sussurrou constrangido, tive que levar a mão até a boca para poder me controlar.
— E você continua tendo seus 'casos'? — perguntei divertida, Louis arregalou os olhos e a mãe dele riu.
— É claro que não, amor — gaguejou assutado.
— Cuidado com o que fala, docinho, mulheres são muito literais em alguns momentos — aconselhou a sra. Harper.
— Obrigado pela dica, mamãe — resmungou Louis. — Vou buscar o café antes que eu me meta em problemas — falou e se levantou.
— Tente evitar alguns 'casos' até voltar, querido — provoquei, ele suspirou e balançou a cabeça enquanto seguia até o balcão.
— Ele é tão bobinho — divertiu-se Kellie, gargalhamos juntas enquanto assistíamos ele conversar com o atendente.
— É tão fácil constranger ele — murmurei respirando fundo.
— Sim, é sim — concordou.

Louis retornou trazendo uma bandeja, dentro dela havia três xícaras de cappucino e um prato cheio de cookies de chocolate, ele colocou a bandeja no centro da mesa e voltou a sentar-se ao meu lado.
Kellie pegou uma das xícaras e bebericou sua bebida despreocupada, Louis olhou para mim, sorriu e beijou minha testa, em seguida me passou minha xícara e pegou a sua própria.

— Então, mãe, qual o motivo dessa repentina visita? — murmurou Louis docemente.
— O Doutor Markson queria marcar uma reunião com você e o Liam, então impedi-o de ligar e vim falar com vocês eu mesma, estava com saudade dos meus filhos — explicou ela.
— Ah, ele deu uma data para a reunião? 
— Quarta-feira, às duas da tarde — respondeu Kellie, escolhendo um cookie cheio de gotas de chocolate.
— Sim, eu posso nesse horário, confirme com ele, se não me engano Liam também está livre.
— Ótimo querido, onde estão os meninos? — perguntou Kellie, arqueando uma sobrancelha para nós.
— Na casa das namoradas — gaguejou Louis, ficando levemente corado.
— Hum, sei, você os expulsou para passar um tempo com a sua namorado? — perguntou Kellie, sorrindo ardilosa, senti meu rosto queimar de vergonha.
— Sim, mamãe, expulsei-os para passarmos um tempo sozinhos. Na verdade só expulsei o Zayn, pois Liam e Niall praticamente vivem na casa das namoradas — resmungou Louis.
— Pelo o que eu andei sabendo você também, Louis, liguei essa semana e Zayn era o único em casa — falou Kellie, tentando não rir.
— É, acho que eu também — concordou Louis, sorrindo.

Eles continuaram conversando durante todo o café da manhã, de vez em quando me faziam perguntas e eu respondia, mas preferia deixar os dois matarem a saudade.
Quando Kellie decidiu ir embora já se passava das onze da manhã, decidimos ir embora alguns minutos depois que ela se retirou, quando Louis estacionou o carro em frente sua garagem eu saltei para fora e encarei o lindo céu azul e limpo.

— Hoje está fazendo um lindo dia, não é amor? — perguntou ele, fechando o carro e esticando a mão para mim.
— Sim, com certeza, nem parece que ontem estava chovendo — murmurei segurando sua mão e o seguindo até dentro de casa.
— Vamos preparar um piquenique? A cachoeira será toda nossa hoje — falou sorridente, fazendo-me rir.
— Isso parece tentador, baby — concordei animada.

Louis guiou-nos para dentro de casa e seguimos direto para seu quarto. Procurei em minha mochila algo para vestir e um biquíni, esperei ele sair do banheiro e, enquanto ele se vestia, tomei um banho bem rápido. Quando enfim prontos, ambos estávamos usando roupas leves, descemos até à cozinha perdidos em meio a uma conversa, a fim de arrumarmos nossa cesta de piquenique.

****

A água gelada e refrescante da cachoeira era um grande alívio ao calor escaldante que estava fazendo, o tempo louco de Londres é realmente desgastante.
Louis nadou até mim e sorriu largamente.

— Posso me acostumar com isso — brincou divertido.
— Também posso me acostumar a passar dias isolados com você — concordei o abraçando.
— Hum, acho que vou te convidar pra morar comigo, sabe, seria ótimo — sussurrou beijando meu queixo.
— Uh, baby, não! Por favor, faz tão pouco tempo que estamos juntos, além do mais, tive péssimas experiências com noivado apressado e mudança para casa de namorado, se é que me entende — falei acariciando seus cabelos.
— É, eu sei, vamos dar um tempo então, quem sabe daqui há uns dois anos — brincou sorridente.

Louis mordeu meu pescoço, causando-me cócegas e nos guiou lentamente para baixo da queda d'água, onde a água era mais fria.





Conferi meu relógio pela enésima vez e o som do elevador apitando soou alto pelo apartamento vazio. Justin chegará por das cinco da tarde, então tenho duas horas e meia com o Dane até ele chegar.
Dane saiu do elevador e eu peguei duas latinhas de coca-cola na geladeira, ele sorriu largamente e se sentou no sofá branco de couro, me sentei ao lado dele e lhe entreguei uma das latinhas. Abri a minha e bebi três longos goles, quando olhei para Dane ele estava me encarando, seus olhos brilhando em um misto de curiosidade e diversão.

— O que seu irmão disse? — perguntou finalmente.
— Ele ficou bem irritado no começo, não falou comigo, nem ao menos olhou para mim — falei e respirei fundo. — Mas acho que foi ver a Anna, ele me disse que conversou com ela e percebeu que o preconceito dele era alarmante, então ele está realmente tentando aceitar... a gente — murmurei, encarando minha latinha de refrigerante.
— Eu já te falei como eu adoro aquela mulher? Eu realmente a amo — comentou Dane, divertido e aliviado.
— É, ela é incrível. Pena que não é mais minha cunhada, eu gostaria de tê-la como minha irmã — sussurrei distraído.
— Ela está feliz com aquele rapaz, o Louis, ele vai diversas vezes no café buscá-la, eles parecem gostar um do outro — falou Dane, então percebi que ele estava certo, Louis a faz feliz, mais do que o Justin fazia.
— Sim, claro, mas não vamos falar dos outros, precisamos conversar sobre nós, não é? — perguntei impaciente, Dane riu.
— Sim, claro Curly, precisamos conversar sobre nós — concordou ele, esticando a mão para segurar a minha, olhei nossas mãos entrelaçadas e percebi a pouca diferença de tamanho entre elas.


— Vamos sofrer muito, não vamos? — perguntei inseguro, Dane apertou minha mão carinhosamente.

— Sim, a sociedade é cruel Harry, mas somos fortes, podemos aguentar, não podemos? — perguntou ele, encorajando-me.

— Sim, claro que podemos, Dan — concordei eufórico.

— Sabe, eu não imaginei encontrar alguém como você, foi uma ótima surpresa para mim — contou Dane. — Pensei que um dia teria de me contentar com uma esposa, filhos e uma casa no interior, é o que minha mãe queria para mim.
— Mas não era o que você queria. — Completei por ele. — Sabe Dan, eu não tenho mais ninguém além do Jus, por isso a opinião dele importa tanto — falei baixinho, como se confessasse a ele os meus maiores segredos.

— Agora você tem a mim, Curly, não se preocupe mais com isso — garantiu Dane, senti um profundo amor por esse rapaz, por ele estar me confortando e oferendo-se para estar comigo.
— Obrigado — murmurei encarando seus lindos olhos claros, ele sorriu e se inclinou para me beijar.

Quando seus lábios tocaram os meus eu senti a mesma eletricidade, como na primeira vez, e senti que era isso o que eu queria para mim, quero o Dane e toda a bagagem que pode vir com ele, não me importa ter que encarar o preconceito alheio, desde que ele esteja ao meu lado.


— Não me importo com os outros, Harry, quero que se dane o mundo, agora que eu encontrei você eu sei o que realmente quero, e não é uma esposa, filhos e uma casa de campo, a menos que você queira filhos e uma casa de campo — falou Dane, seus olhos encarando os meus fixamente e transbordando sinceridade, me senti completo, feliz e, finalmente, me senti normal, senti que havia encontrado o meu lugar.
— Pensamos nisso depois, vamos caminhar antes de correr, tudo bem? — murmurei acariciando seu lindo rosto, ele sorriu e assentiu. — Agora eu me sinto bem, realmente bem, e quero aproveitar cada minuto que tivermos juntos.
— Eu também — concordou Dane.

Deixamos nossas latinhas de refrigerantes de lado e nos aproximamos o bastante para sentirmo-nos aconchegados e satisfeitos, tal proximidade pode parecer estranha para uns, mas quando se gosta de alguém, e sabe que esse alguém é especial, qualquer distância, por mais mínima que for, é torturante.
Conversamos distraidamente por um longo tempo, namoramos e nos conhecemos mais, como fazemos quando estamos sozinhos, até o elevador apitar anunciando a chegada de alguém.


Rapidamente me levantei do sofá e peguei as latinhas vazias, segui até a cozinha e tive a visão do saguão e, saindo elevador, Justin e Soraia.
Jus ainda estava de terno cinza e trazia uma pasta, Soraia vinha trotando atrás dele, toda contente e satisfeita, o cabelo bagunçado e o batom vermelho-prostituta borrado.
Justin parou de andar quando me viu na cozinha, ele olhou de soslaio para Dane no sofá e o cumprimentou com um aceno de cabeça, em seguida se voltou para mim, sério e profissional.

— Soraia, encontro você em um minuto, sabe aonde ir — disse Justin secamente encarando-me fixamente, Soraia assentiu e saiu se requebrando em direção ao quarto dele. — E, Harry, pode me acompanhar até o escritório? Precisamos conversar. Até mais, Dane — despediu-se Jus, ao passar por Dane e seguir para o escritório.
— Já volto, Dan, fique a vontade — murmurei seguindo Jus, ele assentiu preocupado.

Entrei na sala enorme que Jus considera um escritório e fechei a porta atrás de mim, Justin jogou a maleta na poltrona e se sentou atrás da mesa, encarando-me seriamente.

— Não se preocupe, não é nada sobre o rapaz — tranquilizou-me ele, suspirei aliviado em resposta. — Temos uma reunião na quarta-feira com Louis e Liam Harper e mais um sócio de Liverpool — anunciou ele exasperado.
— Tudo bem, estou livre na quarta. Hum, era só isso? — perguntei, Jus suspirou e percebi que havia algo errado. — O que houve, mano?



Hello girls,
tudo bem, teve o ano Novo e eu não vou reclamar dos únicos dois comentários, obrigada a quem comentou.
Vcs podem me recompensar agora, néh?
Comentem pra mim divas, amo vocês <33


4 comentários:

  1. Eatá otimo!!!!! tentei comentarno outro cap maas o 3g aqui é terrivel e não funciona direito .... continuaaaa perfeito msm

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  2. Ta de maisssssss continuaaaa pleaseeeeeeee bjssss

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  3. Continua ... Ta muito perfeito, desculpa não ter comentado tava na praia e tava sem sinal :@
    ~liv

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Sou como uma escritora, lanço o livro para ser comprado;
Vocês são os compradores e os comentários o pagamento u.u
Faço isso de coração e amo, mas preciso do seu comentário <3

Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Hello pessoas,
Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
Mas não tem problema, isso aqui é pra quem quer ler.
Sou apaixonada por livros, amo escrever e, acima de tudo, amo One Direction, pois foi graças a eles que eu descobri o meu amor pela escrita.
Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
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