quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Você não pode ir para a cama
Sem uma xícara de chá
E talvez seja essa a razão
De você falar dormindo
E todas essas conversas
São os segredos que guardo
Apesar de não fazerem sentido para mim..."
- Little Things (One Direction)



Pulei de susto quando Jus apareceu no corredor e, sem notar que eu estava com Harry, disse:

— Annie, quando o H... Ah, oi Harry, pode me acompanhar? Preciso de você por um minuto — falou Jus.
— Claro, mano, vamos lá.

Harry beijou-me na testa e se levantou, os dois logo desapareceram pelo corredor.
Deitei-me no sofá e bufei, peguei minha bolsa no chão, de dentro dela tirei o porta-retratos com a foto em que Louis e eu estamos juntos, admirei-a por um longo tempo até sentir que as lágrimas novamente voltavam aos meus olhos.

****

Gail — a governanta e cozinheira de Justin — estava ocupada na cozinha preparando o jantar, enquanto eu estava no sofá lendo um livro — O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde —. O dia se seguiu calmo e entendiante, como acontece todos os dias nos últimos 3 meses, que foi quando voltei a morar com o Justin.
Justin decidiu passar o dia no escritório, então só o vi na hora do almoço; Harry também passou o dia trabalhando e durante a tarde ficou na cafeteria com o Dane; ambos já devem estar chegando para o jantar, espero que sim, não aguento mais ficar sozinha com a Gail, ela é muito calada e séria, estou quase enlouquecendo.
Me levantei e segui até a biblioteca, guardei o meu exemplar novinho do único romance de Oscar Wilde e voltei para a sala, assim que me sentei o barulho do elevador soou alto pela casa, ajoelhei-me no estofado branco para poder ver quem estava chegando e, para minha surpresa, Harry entrou na sala sendo seguido por Louis. 
Ah, meu Deus! Faz tanto tempo que não o vejo, quase um mês, graças ao Harry, Louis e eu nos encontramos algumas vezes desde que me mudei para cá.
Pulei do sofá e corri de encontro ao Louis, ele sorriu largamente e me acolheu em seus braços, me apertando e me levantando do chão.

— Meu amor, Boo... Ah... — suspirei e beijei seu pescoço, ele riu.
— Como está, princesa? — perguntou docemente.
— Bem, bem, meu amor, e você, como está? 
— Com saudade, muita saudade mesmo — murmurou abaixando a cabeça e me beijando, levei minhas mãos ao seu pescoço e acariciei seus cabelos sedosos.
— Por que está aqui? — perguntei encarando-o atentamente, então lembrei-me que Justin está a caminho, então desesperei-me. — Justin está chegando, você precisa ir embora.
— Relaxa, amor, calma, não vou demorar — garantiu ele, segurando meu queixo entre o polegar e o indicador e me beijando castamente.

Louis me abraçou novamente, enterrando o rosto na curvatura de meu pescoço e me beijando ali, o abracei mais forte e vi que Gail já não estava mais na cozinha, assim como Harry havia evaporado também.

— Eu fui até a cafeteria, sabia que ia encontrar o Harry lá, então ele concordou em me trazer para vê-la, estava sentindo tanto a sua falta, baby — explicou ele, acariciei seu lindo rosto e beijei seu queixo, ele sorriu.
— Tudo bem, mas o Jus já está chegando e isso me preocupa, ele não pode te ver aqui, ou vai ficar furioso — murmurei preocupada, ele sorriu tranquilamente.
— Acalme-se, vai ficar tudo bem, okay? — garantiu ele, ainda me mantendo na segurança de seus braços.

Assenti com a cabeça e o abracei, regozijando-me com sua presença, matando a saudade premente que se instalara no meu peito desde que eu o havia deixado.
Ele riu, o que me fez levantar o rosto para encará-lo, seu sorriso era tão contagiante que logo eu já estava sorrindo largamente também.

— Sara mandou dizer que vem vê-la logo, assim que conseguir um bilhete de liberação do Liam, os dois estão mais grudentos que chiclete — resmungou Louis, fazendo-me rir.
— Imagino a cena — brinquei.

Paramos de rir quando o barulho do elevador soou alto e em bom som, encarei Louis assustada e o puxei lentamente em direção à cozinha, na esperança de escondê-lo antes que alguém chegasse à sala, mas antes que alcançássemos o balcão Justin entrou no saguão e arregalou os olhos ao nos notar.

— O quê? — murmurou Justin.
— Jus, você... Chegou — gaguejei em pânico, por precaução coloquei-me entre Louis e ele.
— O que está fazendo aqui, Harper? — rosnou Justin, ignorando-me completamente, Louis segurou firme em minha cintura.
— Vim ver a Anna, Clay, algum problema? — perguntou Louis secamente.
— Não, problema algum — resmungou Jus, ele deixou a maleta em cima do sofá e seguiu em nossa direção, senti meu corpo inteiro se arrepiar, ele passou por nós dois e seguiu para a cozinha, Lou e eu nos viramos para mantê-lo em vista.

Agindo indiferentemente, Jus pegou uma taça de vinho no armário e tirou da geladeira uma garrafa de vinho branco, ele continuou calmo e, estranhamente, indiferente a situação.
Jus deu um gole em sua bebida e se virou para nós, os olhos brilhando intensamente, as sobrancelhas levemente arqueadas e a testa franzida.

— Eu acho melhor você ir agora, Louis — murmurei virando-me rapidamente para Louis, ele sorriu friamente e não desviou os olhos de Justin, que também o encarava; essa é uma situação tão tensa que meu corpo inteiro está rígido feito pedra.
— Sim, acho que está na hora — concordou exasperado.

Louis virou as costas e eu o acompanhei até o saguão, Jus continuou na cozinha, nos observando como um gavião pronto para caçar sua presa.
Apertei o botão para chamar o elevador e Lou me olhou em pânico, segurei em seus ombros e o abracei, ele relaxou um pouco e me apertou bem forte.

— Fique bem, qualquer coisa me liga e eu volto correndo — sussurrou ele.
— Tá, tudo bem — concordei tristemente.
— Eu amo você, baby.
— Eu amo você mais, meu anjo — sussurrei e colei meus lábios nos dele rapidamente.

Em seguida ele entrou no elevador e desapareceu.
Levei alguns segundos para me recuperar, então respirei fundo e voltei para enfrentar Justin e seu ego ferido.
Ele estava com um braço apoiado no balcão e segurando a taça de vinho com a outra mão, ele continuava mortalmente sério e exalando um ar perigoso e até mesmo assustador, ele está muito bravo.
Senti vontade de gritar por Harry ou por Gail, qualquer um que pudesse me ajudar nessa situação, qualquer um que pudesse acalmar o Justin, pois ele não parecia muito contente ou sociável.
Lentamente me aproximei dele, em um impulso de coragem retirei a taça de sua mão e a coloquei em cima do balcão, ele continuou olhando-me como se nunca tivesse me visto antes, como se estivesse memorizando cada detalhe do meu rosto.

— Justin? Fale comigo — sussurrei temerosa, ele sorriu, mas foi um sorriso frio e calculista, como se ele estivesse analisando todos os pontos dessa situação e estivesse pensando em algo ruim o bastante para fazer.
— Falar? O que você quer eu fale, Anna? — esbravejou irritado. — Eu chego em casa e vejo você com a merda do seu Ex? O bosta que te tirou de mim uma vez!
— Não fale assim dele, lembre-se que eu só estou aqui por causa da ameaça que você me fez, mas isso não significa que eu goste menos dele, ou que eu voltei com você — gritei exasperada.
— Eu deveria ligar para o Jason agora — murmurou entre dentes, cerrando os punhos ao lado do corpo —, mas não vou fazer isso, porque eu sei que você vai ser mais esperta e não deixar isso se repetir, concorda?
— Sim, Justin, isso não vai mais acontecer — concordei irritada.
— Ótimo, boa garota! — murmurou Jus se aproximando, ele segurou meu queixo e, com o polegar, acariciou meus lábios. — Vou tomar um banho, venho jantar em alguns minutos.
— Tudo bem.

Justin se afastou o suficiente para me olhar nos olhos, então passou o braço ao redor de mim e me abraçou, fiquei rígida em seu abraço.
Ouvi ele sorrir e respirar próximo ao meu pescoço, então senti algo pontudo ser pressionado contra minha barriga, meu sangue gelou e abaixei meus olhos até a mão de Justin, ele segurava uma faca grande e afiada contra minha barriga, encarei-o aterrorizada e tentei me soltar dele, mas o mesmo me segurou mais forte e pressionou a faca mais fundo, furando a minha camiseta.

— Justin! — exclamei aterrorizada. — Por favor, Jus, solte-me — implorei baixinho, tentando acalmá-lo.
— Eu sei porque ele estava aqui, não sou idiota, Dianna — murmurou Justin, seu rosto estava distorcido em uma careta enlouquecida e assustadora.
— Ele só veio ver se eu estava bem, eu não o ligava, não entrava em contato com ele desde que vim para cá, Jus, foi por isso — menti desesperada.
— Não minta, não para mim, Anna. Eu sei que ele veio te ver, isso eu acredito, mas sei também que veio ver o bendito que está na tua barriga, acha que eu não sei? — esbravejou Justin, pressionando a faca mais fundo, senti a ponta perfurar minha pele. — Sei que você está esperando um filho dele e eu não posso aceitar isso, Anna.
— Justin, não, você está delirando. Eu não estou grávida! — berrei assustada, ele está louco.
— Não minta, admita de uma vez, eu já sei da verdade — insistiu Justin —, e eu vou acabar com isso, querida, não posso deixar que você traga à vida o filho de outro, entende? — murmurou Justin, me segurando firme e olhando-me fixamente.
— Não, Jus, não, por favor — implorei aterrorizada.
— Shiiii! Quietinha, baby, vai ficar tudo bem... — sussurrou ele, tentando me acalmar e pressionando a faca mais fundo, senti o local arder e doer, meus olhos se encheram de lágrimas.
— HARRY, GAIL, SOCORR... — gritei o mais alto que pude, mas Justin conseguiu tampar minha boca.

Então, sem a mínima piedade, Justin enfiou a faca em mim, senti meu corpo inteiro se contrair de dor, Justin puxou a faca ensanguentada e me soltou, minhas pernas fraquejaram e caí ajoelhada a seus pés, tateando o local onde Justin me esfaqueou.
Olhei para minhas mãos e vi o sangue vermelho vibrante, minha camiseta já estava completamente embebecida com o meu sangue, minha mente divagava sem rumo, sem sentindo, então eu apenas encarei aquela cena.



Escutei passos, Justin se dirigiu até a pia e jogou a faca lá dentro, engasguei-me com algo pegajoso e com gosto de ferrugem, me assustei ao tossir e da minha boca sair sangue, muito sangue, Justin continuava andando despreocupado pela cozinha.



Meu corpo pendeu para o lado e eu caí no piso frio da cozinha, segurando a minha barriga ferida e sujando-me com meu próprio sangue, minha vista estava se embaçando lentamente e pontos pretos apareciam vagamente, em seguida se intensificando, até que eu não visse mais nada além de escuridão.
A dor ainda estava em tudo, mas antes de perder completamente a consciência eu o vi sorrir, seu lindo sorriso esplendoroso e verdadeiro.



****

O sol já sumia ao longe, a janela era pequena, mas grande o suficiente para ver o horizonte sendo tingido de laranja-avermelhado e se despedindo do sol.
As paredes brancas, junto com os lençóis, os móveis e todo o quarto branco me davam certa agonia, não que eu estivesse preocupada com Justin — Harry já me contara que ele está em uma clínica psiquiátrica e está sendo bem cuidado —, na verdade eu tenho uma aversão estranha a hospitais.
Justin estava enlouquecendo de vez quando achou que eu estava grávida, francamente, ele não estava batendo muito bem da cachola. Harry estava tão preocupado enquanto me contava tudo o que aconteceu depois que eu desmaiei, ele se sentiu culpado por não me ouvir gritar, mas não foi culpa dele.
Harry continua ao meu lado, está desde que eu acordei, cerca de uma hora atrás, ele está pálido e com uma aparência cansada, eu já tentei expulsá-lo, mas é quase impossível.

— Hazza, e o Louis? — perguntei de repente, ele se assustou, mas logo sorriu.
— Ele ficou com você durante dois dias, não saiu do seu lado para nada, mas quando enfim convencemos ele a ir para casa, você acordou, ele vai chegar a qualquer momento, não se preocupe — garantiu ele.
— Obrigada, amor, você é demais — murmurei sonolenta, ele sorriu.
— Durma um pouco mais, vai te fazer bem, docinho — aconselhou ele.

Assenti e fechei meus olhos.
Parecia que havia se passado apenas cinco minutos quando acordei novamente, mas a noite escura já enegrecia tudo do outro lado da janela pequena, então devo ter apagado por uns 40 minutos.
Harry não estava mais ao meu lado, mas Louis sim, seus olhos estavam levemente avermelhados e ele sorriu ao me ver abrir os olhos, sorri de volta e ele se inclinou para me beijar, segurei seu rosto com minhas mãos e saboreei seus doces lábios por um longo tempo.

— Eu amo você — sussurrou ele, seus lábios ainda colados nos meus.
— Eu amo você mais, baby.
— Agora ficaremos juntos, para sempre — garantiu ele.

Uau, finalmente! 





E acabou *-*
Gostaram amores?
Espero que sim =D
Quem quiser conversar comigo, chamem no Whatsapp: +5521972151319 - Camila =)
Vou adorar conversar com vocês =)
COmentem pra mim, divas.
Amo vocês <3


5 comentários:

  1. Mas já acabou?? :( Agora que tava ficando legal :(
    Mas tava perfeito, muito legal !!!
    by Ari

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  2. nossa q rapidoo!! mas ficou perfeitoo! ameii :)s2

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  3. Que perfeitooo o *--* mega anciosa pro proximooo!!

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  4. To muito anciosa para a próxima fanfic ... Vai ser com quem ? E vai começar quando ...
    Desculpa eu estar sumida, sem comentar nem nada, é que eu tava na praia e o meu 3G tava horrível hahahahah

    ~liv

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  5. Aaaaaa eu ameiiiiiiiiiiiiiiii posta logo a previa do outrooo ta mais que de mais

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Sou como uma escritora, lanço o livro para ser comprado;
Vocês são os compradores e os comentários o pagamento u.u
Faço isso de coração e amo, mas preciso do seu comentário <3

Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Hello pessoas,
Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
Mas não tem problema, isso aqui é pra quem quer ler.
Sou apaixonada por livros, amo escrever e, acima de tudo, amo One Direction, pois foi graças a eles que eu descobri o meu amor pela escrita.
Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
Quem quiser entrar em contato é só seguir no Twitter: @miamelo1d

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