sábado, 28 de março de 2015

"E é por isso que eu sorrio.
Já faz um tempo
Que todos os dias e tudo
Parecem tão certos.
E agora você dá a volta por cima
E, de repente, você é tudo que eu preciso.
A razão pela qual eu sorrio..."
— Smile (Avril Lavigne)



Ela me entregou um papel toalha para me limpar e em seguida me deixou trocar de roupa enquanto ela e Harry voltaram a se sentar. Quando me juntei a eles novamente ela prescreveu uma grande lista do que eu poderia ou não fazer e do que eu poderia ou não comer, sem falar na lista de vitaminas que eu teria que tomar, Harry escutou tudo muito atento, ainda bem, porque eu estava um pouco distraída olhando a foto do pontinho que futuramente será um bebê.

— Tudo bem, é só isso, cuide-se e nos vemos em 3 semanas — falou a doutora.
— Ah, claro, três semanas — concordei acordando subitamente de meus devaneios.
— Acertamos com a sua secretária, não é? — perguntou Harry quando já saíamos da sala.
— Sim, Sr. Styles, é só falar com ela, obrigada por virem.
— Até a próxima, Claire — murmurei recebendo o abraço dela.

Harry e eu paramos na recepção tempo o suficiente para pagar a conta, então voltamos para o carro e ficamos quietos por um tempo, Harry olhava a foto que agora estava em suas mãos, e eu olhava para ele, buscando uma reação, mas ele estava inexpressivo.

— É o nosso filho — sussurrou ele enfim, desviando seu olhar brilhante para mim.
— Sim, nosso filho — concordei com um aceno de cabeça, ele sorriu.
— Temos que contar a todos, sim, nós temos, e vamos começar pela sua mãe — falou ele empolgado.
— Ela vai enlouquecer — murmurei enquanto ele ligava o carro.

Tive dezessete minutos para pensar em uma forma de contar à minha mãe sem deixá-la completamente louca, mas não consegui pensar em nada, o jeito era contar e... Esperar as consequências. Mas Harry não pensou nisso, ele estava tão empolgado e feliz, e eu não pude quebrar esse magnífico contentamento.
Quando o Harry desligou o carro em frente à casa da minha mãe, eu senti toda a tensão me abater, o mesmo medo que senti antes do jantar em família há um mês me tomou e, por um momento, temi ver Des novamente em casa, gritando com Harry, ameaçando-o e batendo com o punho na parede.
Harry saiu do carro e ficou me esperando do lado de fora, quando enfim tomei fôlego eu me juntei a ele e juntos entramos em casa.
Procurei por todo o andar de baixo, mas só encontrei mamãe no escritório, ela passa mais tempo lá desde que eu fico a maior parte do tempo na casa de Harry.

— Olá querida, pensei que chegaria cedo — falou ela, em um leve tom de reprimenda.
— Desculpe, tivemos um imprevisto — murmurei ao me sentar em uma poltrona no canto da saleta.
— Me empresta seu notebook, Mare? — pediu Harry.
— Claro, amor, pode pegar — concordou apontando para o note em sua mesa.

Harry rapidamente se conectou ao Skype e iniciou uma chamada de vídeo com Anne, então me chamou para sentar mais perto, para que ela pudesse me ver também.

— Amor, oi — cumprimentou Anne. — Mav, querida, tudo bem?
— Claro Anne, e com você?
— Tudo ótimo. Mare, olá.
— Oi Anne, parece que os dois tem algo a nos dizer — comentou mamãe desconfiada.
— É, desembuchem de uma vez — falou Anne, divertida e autoritária.
— Eu quero que vocês olhem uma coisa e tentem permanecer com a mente aberta, por favor — disse Harry, ele meteu a mão no bolso e tirou a foto dobrada da ultrassonografia.
— Tudo bem, vamos ver o que vocês apro... — Anne parou de falar quando viu a ultrassonografia. — Meu Deus do céu... Isso é...
— Um bebê — completou Harry, esticando a foto de modo que tanto Anne quanto minha mãe pudessem ver, ambas estavam boquiabertas.
— Não me diga que você... Grávida? Você? — gaguejou minha mãe, apontando acusadoramente para mim.
— Sim mãe, eu estou grávida — falei em um sussurro, ela está furiosa.
— Olha Mare, olha como é pequenino, meu Deus, eu fiquei tão feliz ao ver isso, olhe — falou Harry, apontando para o pequeno pontinho, na intenção de distrair minha mãe de sua fúria.
— É, ainda é tão pequeno — concordou minha mãe, a voz se tornando um pouco mais suave ao prestar atenção na foto.
— Vocês são tão novos, crianças, estão indo com tanta pressa, não acham? — reclamou Anne, levemente pálida com a notícia.
— Não tínhamos a intenção que isso acontecesse, foi um acidente, agora temos que lidar com a consequência dos nossos atos — murmurei envergonhada.
— Vocês se protegeram pelo menos? — questionou minha mãe.
— É claro que sim, sempre! Não sabemos como isso aconteceu — respondeu Harry, ainda olhando a foto, ele realmente a adorou, acho que é capaz de enquadrá-la e pendurá-la em seu quarto.
— Eu nem ao menos sei o que dizer para vocês, no momento eu acho que poderia matá-los se estivesse aí — ameaçou Anne.
— Não se preocupe Anne, eu mesma posso fazer isso — falou minha mãe.
— Olha, seu netinho, mamãe, olha que bonitinho, é tão pequeno, olha só — murmurei docemente, tentando acalmá-la.
— Sim, é lindo, é meu neto, isso é maravilhoso, se não fosse filho do seu irmão e se vocês não tivessem apenas 19 anos — falou ela rudemente, Harry assentiu sério e guardou a foto no bolso.
— Não queremos criar caso com isso também, vocês podem discutir entre si, nós vamos embora — falou Harry irritado e se levantou, Anne e Mare gritaram em protesto e ele voltou a se sentar.
— Tudo bem, nada de criar caso, estamos aqui para ajudar e apoiar vocês, tudo bem — disse minha mãe. Ah Mare, você faz tudo pelo Harry.
— É, Mare está certa, vamos ajudar vocês, não vamos criar caso, não se preocupem — concordou Anne.
— Mas eu conheço alguém que vai — resmunguei, todos entenderam e ficamos quietos por alguns segundos, até Anne nos salvar do clima tenso.
— Você está com quantas semanas, querida?
— 4 ou 5 semanas, mais ou menos — respondi mais alegre por termos saído do assunto x.
— Estávamos pensando em transformar o quarto extra do meu apartamento em um quarto pro bebê — contou Harry, minha mãe o encarou desapontada.
— Tem um quarto extra aqui também, pensei que vocês poderiam ficar aqui de vez — murmurou mamãe.
— Desculpe Mare, acho que precisamos da nossa própria casa, está na hora de sair do ninho — explicou Harry, minha mãe assentiu.
— Claro, estão certos, além do mais é praticamente aqui do lado — concordou minha mãe, vagamente desapontada.
— Eu vou preparar um chá — murmurei e me levantei, todos ficaram quietos e eu fiquei feliz por sair da sala.

♫♫♫

No domingo pela manhã eu acordei com uma sensação estranha no estomago, tentei ficar quieta para não acordar o Harry, que dormia ao meu lado, mas não resisti e saltei para fora da cama, correndo para o banheiro quando notei que ia vomitar o café da manhã que eu ainda não havia tomado.
Fiquei dez minutos ajoelhada sobre o vaso sanitário, Harry se levantara preocupado e veio conferir se eu estava bem, ele segurou meu cabelo e acariciou minhas costas enquanto eu vomitava sabe-se-lá-o-quê.
Quando enfim achei ter colocado tudo para fora, Harry me ajudou a levantar e eu lavei meu rosto e escovei os dentes, me sentia nauseada e doente, como há anos não me sentia.
Por fim me apoiei na pia e olhei para Harry, ele sorriu largamente, com os olhos ainda levemente inchados de sono.

— E que comece a nossa vida familiar — murmurou divertido e me abraçou, me beijando no pescoço e me fazendo cócegas.
— Meu Deus, isso vai ser uma loucura — resmunguei ainda em seus braços, seu peito reverberou com sua risada.

Mais tarde, ainda de pijamas — o que consiste cueca boxer para Harry e uma camiseta dele para mim — nós preparamos o café juntos, Harry cuidou do fogão enquanto eu arrumei a mesa e fiz torradas.
Mas acabamos não usando a mesa, juntamos tudo em uma bandeja e tomamos café na sala, em frente à tevê, enquanto assistíamos ao seriado Três é demais — nomeado originalmente: Full House.
No meio da manhã, quando Harry e eu ainda estávamos sem fazer nada, de pijamas e assistindo Três é demais, os rapazes chegaram, foi uma bagunça.
Zayn, Louis e Liam se acomodaram em um sofá, Mellie e Niall ocuparam outro, Chase ficou na poltrona e, entre muita bagunça, nós continuamos assistindo Três é demais pelo resto da manhã.
Quando os garotos se apossaram dos controles do playstation, Mellie e eu decidimos ir para o quarto, me sentei de pernas cruzadas no meio da cama e Mel deitou-se esticada ao meu lado.

— Então, como foi na médica? — perguntou ela, eu ri, sabendo que ela estava se roendo de curiosidade.
— É, eu estou de fato grávida de um pontinho bem pequeno — murmurei docemente, ela arregalou os olhos e sorriu. — Harry tem a foto, ela está admirando-a desde que a Dra. Sanders a imprimiu.
— Meu Deus, ele será um tremendo coruja — falou Mellie rindo da ideia.
— Hoje de manhã eu vomitei litros e litros, e ele foi um fofo, segurou meu cabelo, alisou minhas costas e parecia tão preocupado, você precisava vê-lo, Mel — murmurei enamorada, Mel sorria largamente.
— Vocês foram feitos um para o outro, apesar do Cara-Lá-De-Cima ter cometido o erro de dar-lhes o mesmo pai — falou Mel, eu concordei com ela.

Jogamos conversa fora por um longo tempo, até um Niall entediado aparecer e se jogar em cima da Mel na cama, os dois começaram a se beijar e eu me retirei de fininho, não esquecendo de avisá-los que a cama era de Harry e que eles não trepassem ali.
Me sentei no chão ao lado de Harry e Liam me ofereceu um controle para jogar contra Harry, aceitei na hora e Harry sorriu vitorioso, já contando a partida como ganha.

— Tá, amor, aperte o botão com a bola e o quadrado para dar socos e o x para pular — explicou Harry, eu revirei os olhos e o interrompi.
— Eu sei o que fazer, Curly, apenas jogue — resmunguei, ele riu.


Depois de suar bastante, e perder o primeiro round, eu ganhei o segundo e o terceiro e Harry fez um biquinho derrotado quando todos os rapazes o zoaram por perder de uma garota, mas eles não sabiam que essa garota jogava desde os seis anos de idade com o Niall, que era um ótimo professor.

— Sabe, acho que o bebê vai ser um jogador de vídeo-game profissional... Com pais bons assim... — murmurou Harry divertido, se debruçando no meu colo, abraçando minha cintura e beijando minha barriga por cima da blusa, os rapazes prederam a respiração por um segundo, então começaram a nos encher de perguntas.
— Bebê? — guinchou Liam.
— Mentira? Vão ter um filho? — alegrou-se Zayn.
— Eu vou ser o padrinho, eu vou ser... — gritou Louis.
— Sabem disso há quanto tempo? — perguntou Chase.
— Sabemos desde ontem e confirmamos hoje — esclareceu Harry e voltou a se ocupar em beijar minha barriga, o que me causou cócegas.
— Aaaa, que lindo, eu vou ser o padrinho! — insistiu Louis.
— Sim, Boo, você será o padrinho — concordei divertida.

Harry se mexeu desconfortável e tirou de dentro do bolso um papel dobrado diversas vezes, ele o desdobrou pacientemente e esticou-o para Chase, que o pegou e examinou o papel.

— Admirem o meu filho — disse Harry orgulhosamente.
— É esse pontinho aqui? — Perguntou Zayn, olhando por cima do ombro de Chase a foto em suas mãos.
— Sim, meu caro, é esse pontinho aí — confirmou Harry. — É o nosso pontinho — murmurou Harry para mim e se inclinou para me dar um selinho demorado.

♫♫♫

Terminei de colocar a última almofada cor de rosa no sofá-cama e Harry tomou distância para poder admirar o quarto da nossa filha, que chegará em menos de dois meses.
Um quadro negro atrás da porta indicava o quanto minha barriga crescera ao longo desses 7 meses, Harry cismou de marcar ali todos os meses durante a gestação, então viemos acompanhando a minha barriga estufar de uma hora para a outra.

— Vamos lá, baby, quero marcar você agora — disse Harry, me posicionei em frente a porta e Harry pegou um piloto e riscou no quadro o tamanho da minha barriga.


— Eu acho que cresceu bastante desde a última vez — murmurei acariciando minha barriga, Harry sorriu para mim.
— Sim, cresceu bastante — concordou e inclinou-se para frente, depositando um beijo em minha barriga, eu acariciei seus cabelos.

O quarto tinha uma leve iluminação que deixava as cores ainda mais bonitas, nas estantes que ocupavam duas paredes Harry colocara alguns ursinhos de pelúcias e alguns porta-retratos, em vários deles havia foto de nós dois e o meu barrigão, a minha preferida era uma em que Mellie tirou de surpresa, Harry estava beijando minha barriga na hora e ela achou o momento perfeito para uma foto.


Harry levantou-se do chão e ajeitou pela milésima vez os cobertores do berço, como se eles houvessem se bagunçado sozinhos, então nós saímos do quarto de Megan.
Na sala, Harry sentou-se no sofá e eu me sentei ao lado dele, ele puxou minhas pernas para seu colo e ligou a tevê, colocou em uma comédia romântica — Ligeiramente Grávidos, ironicamente — e fez cócegas no meu pé, me fazendo rir e tirar os pés de seu colo, mas ele os puxou novamente e ficou quieto enquanto assistíamos ao filme.
Por volta de 30 minutos depois do filme ter começado eu comecei a sentir pontadas nas costelas, fortes e duradouras, mantive silêncio no começo, mas depois não aguentei e me queixei da dor, Harry ficou alarmado, como sempre fica.

— O que está sentindo? — perguntou ele ao deixar a tevê no mudo.
— Pontadas nas costelas, ah, Deus — resmunguei voltando a sentir a dor, que me dera um intervalo de 8 minutos.
— Eu vou ligar pra Mare, não é possível que já esteja na hora, ainda faltam dois meses — falou Harry, discando o número em seu celular. — Levante-se, vamos ao hospital, só para o caso de haver alguma coisa — sussurrou ele, segurando o telefone entre o ombro e a orelha.

Harry me ajudou a levantar e seguiu até o quarto comigo, onde eu vesti um casaco — parei e gemi por alguns segundos — e peguei a bolsa de bebê da Megan, que está pronta há quase um mês.
Estávamos saindo de casa quando minha mãe atendeu e Harry começou a falar com ela, enquanto pegávamos o elevador até a garagem subterrânea ouvi apenas a conversa parcial e entendi que minha mãe nos encontraria no hospital.
Harry jogou a bolsa de Megan no banco de trás e me ajudou a me acomodar no banco de passageiro, já que eu estava enorme demais para fazer isso sozinha.
Quando Harry sentou-se atrás do volante eu percebi que ele estava preocupado demais para dirigir rápido, mas também estava muito preocupado para dirigir devagar, então ele foi em meio termo, atravessou alguns sinais amarelos — que ele costuma parar ao ver — e levamos 10 minutos para chegar até o hospital.
Ao sair do carro eu tive que parar um minuto, segurei firme na porta aberta e tentei não grunhir de dor, Harry rapidamente veio até mim e acariciou minhas costas, como quando eu estou vomitando e ele está ao meu lado, mas dessa vez a carícia não ajudou.

— Vamos, Mav, consegue andar? — perguntou Harry apreensivo e preocupado.
— Sim, vamos lá...

Harry abraçou minha cintura e andamos devagar para dentro do hospital Royal Liverpool, seguimos até a recepção e eu me apoiei no balcão enquanto Harry conversava com a recepcionista, que rapidamente providenciou uma cadeira de rodas e um enfermeiro para me levar a um quarto.
Harry ficou ao meu lado o tempo inteiro, o enfermeiro nos levou por longos corredores até a ala de maternidade, sempre me fazendo perguntas quando as contrações vinham, ele perguntava: "De 0 a 10, quanto você dá agora?", os números que eu lhe dizia iam aumentando gradativamente.
Quando chegamos em um quarto da ala de maternidade, o enfermeiro nos deixou sozinhos enquanto ia atrás de uma das médicas de plantão para vir me consultar, nesse meio tempo Harry me ajudou a vestir o vestido leve de hospital e ligou para minha mãe, para dizer aonde estávamos.
O enfermeiro, que se chamava Dave, voltou dez minutos depois acompanhado da Dra. Clay, uma mulher de meia idade muito simpática e prestativa.

— Então Mavis, sou sua médica, pode me dizer há quanto tempo está sentindo contrações? — perguntou ela, enquanto tocava minha barriga e minhas costas, tentei não ficar desconfortável, mas foi inevitável.



Hey girls, como estão?
Espero que vivas depois dos últimos acontecimentos né kkkkk Brincadeira :3
Mas agora é sério, uma leitora veio me chamar no whats, ela se chama Nathaly e é um amor de pessoa, eu a adorei, de verdade.
Mas eu agr eu preciso ir, bjos comentem <3



Um comentário:

Sou como uma escritora, lanço o livro para ser comprado;
Vocês são os compradores e os comentários o pagamento u.u
Faço isso de coração e amo, mas preciso do seu comentário <3

Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Hello pessoas,
Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
Mas não tem problema, isso aqui é pra quem quer ler.
Sou apaixonada por livros, amo escrever e, acima de tudo, amo One Direction, pois foi graças a eles que eu descobri o meu amor pela escrita.
Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
Quem quiser entrar em contato é só seguir no Twitter: @miamelo1d

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