terça-feira, 17 de março de 2015

"Eu não quero lutar mais
A cada dia estamos lutando como o bebê da marinha
Talvez possamos salvar um ao outro
Eu não quero lutar mais..."
— Love And War (Rita Ora ft. J. Cole)



— Eu amo você, Mav, sempre vou amar — ele sussurrou para que apenas eu escutasse, assenti e fechei os olhos, absorvendo suas palavras.
— Eu amo você também, Curly, mais do que eu pensei poder amar alguém.

Niall se pôs de pé em um pulo e, sorrindo largamente, ele anunciou:

— Eu tenho uma música também, gostaria que vocês cantassem comigo — falou ele.
— Tem letra, como vamos cantar? — perguntou Liam.
— Esperem um minuto.

Niall olhou em volta e pousou seus olhos em umas folhas de partituras em cima de uma escrivaninha, ele pegou uma caneta e começou a escrever nas partituras com a velocidade da luz, tudo indica que ele tem a musica decorada na cabeça.
Depois ele dividiu os rapazes, Chase ficou na bateria — por ser o único a saber tocá-la —, o próprio Niall ficou com a guitarra, enquanto Louis ficou no teclado elétrico e Liam, Zayn e Harry ficaram com pedestais de microfones.


A música de Niall era animada e muito bonita, mas antes que eu pudesse ouvi-la até a metade meu celular começou a tocar, deixei a sala discretamente e atendi a chamada da minha mãe.

— Oi mamãe.
— Mav, você e o Harry precisam vir até aqui — falou ela aflita, senti meu couro cabeludo pinicar em resposta.
— Por quê? O que houve?
— Seu pai está louco, vocês precisam vir ao menos acalmá-lo, por favor Mavis, não sabemos o que fazer com o Des.
— Sim, nós vamos, chegamos logo, prometo — garanti preocupada.
— Obrigada querida, nos veremos logo.

Eu desliguei e voltei até à sala de música, os rapaz estavam terminando a música, Harry largou o pedestal ao ver minha expressão nervosa, ele se aproximou de mim cautelosamente e perguntou:

— O que foi, Mav?
— Des está tendo um surto de raiva, precisamos ir até lá.
— Sim, vamos agora! — concordou Harry. — Pessoal, nós vamos enfrentar a fera, voltamos o quanto antes — anunciou Harry para o resto do pessoal.
— Boa sorte! — cesejaram Liam e Zayn em coro.
— Precisam de reforços? — perguntou Chase.
— Não, vamos ficar bem, obrigada — dispensei educadamente.
— Então boa sorte... — falou Niall.
— E voltem vivos — completou Louis.
— Qualquer coisa liguem — avisou Mellie.
— Pode deixar, tchau gente — Harry acenou e segurou minha mão firmemente antes de me conduzir pela casa até a porta de saída.

Nós encontramos o carro de Harry no estacionamento e, quando nos acomodamos, ele acelerou e saiu cantando pneu da garagem subterrânea. Ele parecia tenso e preocupado, talvez porque a mãe está perto de Des enquanto ele tem um acesso de fúria. Ou simplesmente deve estar com raiva de Des por motivos óbvios.
Não o perturbei durante o trajeto, deixei-o quieto com seus pensamentos enquanto eu viajava com os meus, fizemos o trajeto em menos de 7 minutos e, antes que eu respirasse fundo, já estávamos parados em frente à minha casa.

— Vamos acabar com essa palhaçada — disse Harry depois de um curto tempo em silêncio, ele transferiu um olhar gélido e raivoso para a casa e então saltou para fora do carro e eu fui tomada por uma onda de náusea apavorante, talvez medo que ele e Des se confrontassem de verdade, então corri para fora do carro e segui Harry até dentro de casa.

Não tocamos a campainha, Harry simplesmente abriu a porta com força e entrou pisando duro, fechei a porta atrás de mim e gritei por mamãe, para saber aonde eles estavam, ouvimos respostas vindas da sala de estar e foi para lá que um Harry fumegando de raiva se direcionou, eu o segui de perto caso precisasse segurá-lo ou acalmá-lo.
Harry entrou na sala e logo Anne já estava em seus braços, o abraçando e beijando, conferindo se o filho estava realmente bem, senti meus olhos marejarem de emoção, é fofo ver o quanto ela o ama.


Olhei em volta na sala e vi Fenella sentada em uma poltrona, ela estava quieta e ligeiramente pálida, minha mãe estava em pé ao seu lado e parecia irritada, mas seu olhar se suavizou ao me ver, ela então veio ao meu encontro e me abraçou bem apertado, me deixando sem ar. Olhei por cima de seu ombro e vi Des parado no centro da sala, ele parecia ter ficado paralisado ao nos ver entrar e seu rosto estava desfigurado pela raiva enquanto olhava fixamente para Harry, que também o encarava de forma nada amigável.
Rob estava no canto, atento a tudo e, para o caso de precisar, apto a segurar alguém.
Minha mãe enfim me soltou, mas deixou um braço nos meus ombros de forma protetora, assim como Anne abraçava a cintura de Harry firmemente e encarava Des de forma desafiadora, como se dissesse: "Vamos lá, tente sacudi-lo agora se quiser morrer!".

— Sentem-se. Os dois! — falou Des, soando calmo, tão calmo que chegou a me assustar.

Harry pareceu relutante em cumprir essa ordem dita de forma tão ilusoriamente calma.
Mas eu me desvencilhei do braço da minha mãe e o puxei para sentar-se ao meu lado no sofá de 3 lugares, ele estava mortalmente sério e quente, como se estivesse pegando fogo de tão bravo.
Harry entrelaçou nossos dedos e, mesmo com o olhar gélido de Des, ele não me soltou.

— Eu vou... Ãh... Vou preparar um chá — gaguejou Fenella desconcertada e saiu rapidamente da sala, Anne a seguiu com os olhos enquanto todos os outros encaravam Harry e eu.
— Então, soube que estava tendo um acesso de fúria, espero que não tenha encostado um maldito dedo se quer na minha mãe ou na Mare — falou Harry secamente.
— Alguma vez já encostei um dedo na Mare ou na Anne? Seu pirralho, não sabe o que está dizendo — esbravejou Des, muito, muito irritado.
— Ah, pirralho? — desdenhou Harry. — Não sabe a idade de seu próprio filho? Isso é, se você souber quantos tem, não é mesmo Des? — provocou.


— Harry, por favor — pediu Anne, percebendo o quão perigoso era Harry provocar Des.
— Não, mãe. Não sabemos de nada da vida desse cara, e se ele tiver mais uns cinco filhos ao redor da Inglaterra? Ou do mundo?
— Se eu tiver? Você vai se apaixonar por todos eles também? — perguntou Des acidamente, o olhar de Harry endureceu e, por um segundo, pensei que veria ele cometer um homicídio.
— Não me apaixonei por mais ninguém desde que você me apresentou sua filha, e isso não vai acontecer futuramente — garantiu Harry friamente, o rosto de Des se contorceu em repulsa.
— Seu... Maldito, ela é a sua irmã — gritou cego de raiva.
— Minha meio-irmã — gritou Harry em resposta. — Além do mais, que se dane o nosso parentesco. Eu a amo. E se você tiver ao menos um pingo de consideração pelos seus filhos, você irá aceitar isso — esbravejou Harry pondo-se de pé de forma agressiva.

Levantei-me por reflexo e segurei em seu braço, temendo que ele saltasse para cima de Des e provocasse uma briga física e não mais verbal, como estava sendo.
Rob também se inclinou em nossa direção, temendo o mesmo que eu.

— Isso é uma... Blasfêmia, sacrilégio, pecado mortal. Isso é incesto, Harold, e eu não permitirei que vocês façam tal coisa — exclamou Des inconformado, Harry riu desdenhosamente.
— E quem é você para falar em coisas de Deus? Em blasfêmia, pecado e sacrilégio? Você ao menos acredita em Deus? — perguntou retoricamente. — Então que se foda a merda da sua opinião — gritou Harry enfurecido.
— Seu merda, nunca em toda a minha vida desejei estrangular alguém como desejo fazer com você agora — ameaçou entre dentes, Des tinha os pulsos cerrados ao lado do corpo, tentando controlar-se para não matar o filho.
— O que está esperando, papai? — falou Harry de forma desafiadora e sarcástica.


Gostas de suor se formavam na testa de Des e suas veias eram visíveis de tanto que estavam pulsantes e roxas ao redor de seu rosto e pescoço vermelhos.
Eu senti um ódio crescente pelo meu pai, tanto pelas palavras duras que ele dirigia a Harry, quanto pelo modo ridículo com que ele estava lidando com a situação.

— Encoste um dedo no meu filho e você não verá mais a luz do dia, Des — sussurrou Anne ameaçadoramente, apenas dois segundos depois da afronta de Harry.
— Des. — chamou Harry, desviando a atenção dele de Anne para Harry. — Diga-me uma coisa: quantas vezes, desde sempre, você teve de espantar marmanjos daqui? — perguntou Harry friamente.
— Muitas — resmungou Des, intrigado com o rumo da conversa.
— Todos panacas que encantaram-se por Mav, todos aqueles que você não aprovava, não é mesmo? — instigou Harry, Des anuiu timidamente, curioso com aonde Harry queria chegar. — Vejamos então, Mavis foi a única coisa certa e realmente boa que você já fez em toda a sua vida, palavras suas, claro. Ela é uma garota encantadora, gentil, alegre e bonita. Ela é perfeita! — falou Harry com veemência, eu voltei a me sentar e cobri meu rosto com as mãos, não gostando desse monólogo. — Sua filha é única em todo o mundo e como, por caridade, você achou que eu pudesse resistir a isso? Sabendo eu que nem mesmo você resiste! — exclamou Harry com vivacidade.
— Isso não é desculpa, Harry, ela continua sendo a sua irmã, porra — falou Des em um sussurro, mas a raiva emanava de suas palavras como o veneno emana de uma cobra.
— Eu não me importo! — gritou Harry impaciente.
— Chega! — esbravejei irritada, todos olharam para mim surpresos, nunca levantei a voz para nenhum deles, agora vejo que é libertador fazer isso. — Você está agindo como se só o Harry fosse culpado aqui — falei apontando para Des, ele franziu a testa irritado —, mas eu também estou envolvida nisso, eu o amo tanto quanto ele me ama e eu não vou deixar que você estrague isso, não mesmo!
— Garotinha, você não sabe o que está dizendo — murmurou Des, semicerrando os dentes de raiva.
— Eu sei sim! Cacete, eu tenho uma opinião própria, eu tenho o direito de escolher o rumo da minha vida, e minha escolha foi feita no dia em que eu vi Harry pela primeira vez na entrada da garagem dessa casa. E nem mesmo você vai ser capaz de me fazer mudar de ideia — falei duramente, depositei toda a raiva que eu sentia no olhar que dirigia a Des, ele encolheu os ombros afrontado, eu nunca falei assim com ele antes.
— Não quero saber de vocês, nunca mais em toda a minha vida, não são mais meu filhos e que se dane essa porra toda — gritou Des enfurecido, foi tão de repente sua explosão que Harry me abraçou protetoramente, temendo que ele viesse para cima de mim.

Des virou-se de repente e deu um soco tão forte na parede que senti o chão estremecer, mas pensei ser minha imaginação, então ele foi embora lançado milhares de palavrões que eu nunca nem imaginei existir, ouvimos a porta da sala se fechar com um estrondo ensurdecedor e Fenella logo apareceu branca feito papel na sala de estar, minha mãe acalmou-a e fez ela se sentar, ela tremia feito vara verde, acho que ela nunca viu um acesso de raiva do Des.

— Hum, acho que a parte que nos preocupava já se foi, então podemos relaxar agora — murmurou Harry, tentando aliviar o clima tenso.


— Vocês não sabem o quanto isso é errado — murmurou Anne pesarosamente.
— Não, mãe, não! Você não sabe o quanto estamos lutando para fazer isso ser certo aos olhos da nossa própria família, essa merda não devia ser tão inaceitável assim, eu só queria poder viver em paz com a mulher que eu amo sem que os meus pais queiram me matar por isso — esbravejou Harry perdendo a calma e a paciência, ele continuava abraçando-me protetoramente e eu fechei os olhos ao esconder meu rosto em seu peitoral.
— Você poderia viver em paz com quem ama se essa mulher não fosse sua irmã — retrucou Anne exasperada, Harry me apertou com tanta força que pensei ouvir minhas costelas se partirem.
 — Eu nunca amei e nunca vou amar outra mulher como eu amo a Mavis, entenda isso de uma vez e aceite, se não quiser me perder também — falou Harry irritado, ouvi Anne suspirar resignada e então ouvi choro, mas eu não quis ver quem estava chorando, pois eu mesma já estava me esvaindo em lágrimas silenciosamente enquanto Harry me acalentava em seus braços.
— Como quiser, querido — murmurou Anne calmamente.
— Tudo bem, querida. Shiii, não chore — sussurrou Harry segurando meu rosto entre suas mãos e limpando minhas lágrimas delicadamente. — Está tudo bem agora. — garantiu e me deu um beijo casto nos lábios, fechei meus olhos e voltei a me aconchegar em seus braços.
— Certo, vamos tomar um chá, todos precisamos nos acalmar — ouvi minha mãe dizer e, pela sua voz, percebi que fora ela quem chorara instantes atrás, meu coração se comprimiu.

Harry sentou-se no sofá e puxou-me para seu colo, só então olhei em volta e vi que Fenella já estava mais calma, Rob estava sentado no outro sofá ao lado de Anne e ela nos encarava de forma estranha, como se ver nós dois juntos fosse algo de outro mundo, o que imagino que seja mesmo.
Constrangida eu escorreguei para seu lado e repousei a cabeça em seu peito, meio intrigado ele beijou minha cabeça e me abraçou.

— O chá está chegando — anunciou minha mãe, então ela apareceu trazendo uma bandeja enorme com seis xícaras de chá, um potinho de leite, açúcar e algumas colheres pequeninas de chá.
— Mamãe, você não está brava também, está? — murmurei temerosa, ela ficou paralisada por um instante ao me fitar, então voltou a distribuir as xícaras de chá, quando me entregou uma ela me beijou demoradamente na testa.
— Eu quero apenas que você seja feliz, querida, não me importa com quem — disse amavelmente, então deu um beijo na testa de Harry e sentou-se ao lado de Fenella com sua xícara.
— Bem que vocês poderiam encarar a situação como a Mare, sabe — murmurou Harry olhando sugestivamente para Anne, ela balançou a cabeça resignada e suspirou.
— Eu acho que vocês já podem voltar para cá, não é? — sugeriu minha mãe, tentando mudar de assunto.
— Sim, a Mav pode, eu preciso arranjar um emprego e um apartamento, acho que papai não vai mais me sustentar — falou Harry e sorriu divertido.



Gente, felizmente os administradores do Blogger caíram na real e não vão colocar em prática aquele política contra o conteúdo adulto que eu falei anteriormente, lembram?
Então meu blog (nosso) está salvo shaushahsua :D #ThanksGod \o/
Me perdoem a demora para postar, mas o meu pc estava dando bug e não ligava de forma alguma, mas agora eu estou postando rsrs Espero que gostem do cap.
Kisses minhas divas, amo vcs ?<3 

3 comentários:

  1. Está otimoo cmo tdos os outros caps fooi mal o sumiço tva bem corridoo pra comentar aqui rsrsrs pf continuaaa a postaa bjus sua divaa

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  2. De maissssssss continuaaaa pleaseeee

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  3. ótimo, continua logo

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Sou como uma escritora, lanço o livro para ser comprado;
Vocês são os compradores e os comentários o pagamento u.u
Faço isso de coração e amo, mas preciso do seu comentário <3

Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Hello pessoas,
Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
Mas não tem problema, isso aqui é pra quem quer ler.
Sou apaixonada por livros, amo escrever e, acima de tudo, amo One Direction, pois foi graças a eles que eu descobri o meu amor pela escrita.
Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
Quem quiser entrar em contato é só seguir no Twitter: @miamelo1d

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