quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Cantei uma canção de ninar
Na beira d'água e soube
Que se você estivesse aqui
Eu teria cantado para você..."
— All Of The Stars (Ed Sheeran)



— Só grandes amigos? Pelo o que me contou eu percebi que você é apaixonada por ele, e ele por você — falou Peter, eu bebi um longo gole de vinho e esvaziei minha taça.
— Eu o amo, de verdade. Mas ele é só meu amigo — sussurrei. — Agora vamos mudar de assunto, por favor — falei jogando meus talheres e guardanapos dentro do prato vazio, Peter assentiu pensativo.

A aeromoça retornou para recolher nossos pratos vazios e nos entregou a garrafa de vinho, a pedido de Peter, então nós assistimos a outros três filmes até o anoitecer — Maze Runner - Correr ou Morrer, Amor Sem Fim e Noivos Por Acaso.
Nós jantamos às 8 da noite e tomamos um chá de desjejum antes das 10, e na hora de dormir a cabine estava escura, clareada apenas por algumas luzes de cada poltrona. As poltronas que viravam camas eram super confortáveis e eu dormi no meio de um episódio da série Friends.


♫♫♫

Pela manhã uma música suave e terna tocou para acordar os passageiros, não passava de 7 da manhã e nós teríamos 1 hora até pousar. Aproveitei esse tempo para tomar um banho e vestir algo mais fresco para usar no show, pois o tempo de Sydney não é tão frio quanto Londres e assim eu já economizaria tempo e não precisaria demorar no hotel, já que temos menos de uma hora para ir pro Allianz Estádio. O banheiro da primeira classe era super luxuoso, espaçoso e muito bonito, eu fiquei realmente espantada com tanto luxo.
Para nós ainda era 8 horas da manhã, mas para os australianos já era 7 horas da noite, por sorte todos tiveram a mesma ideia que eu e se arrumaram no avião, então quando saímos do aeroporto nós encontramos três seguranças dos rapazes que nos esperavam, eles nos levaram direto pro estádio onde ocorreria o primeiro show da turnê On The Road Again.
Quando a Ranger Rover em que estávamos parou na entrada de trás do estádio, eu pude ouvir a baderna na entrada principal, eu imaginei que o estádio estava lotado, pois faltava míseros 30 minutos pro show começar.
O segurança nº1, que estava dirigindo o carro em que Peter, Lenna e eu estávamos, estacionou em uma vaga reservado do estacionamento, ao nosso lado o segurança nº2 estacionou o carro que trazia Greg, Theo e Denise, atrás deles o segurança nº3 trazia Maura, Bob e Gemma. Todos saímos dos carros e nos juntamos, os três seguranças imediatamente anunciaram a nossa chegada por fones de ouvidos ligados a microfones minúsculos.

— Levaremos vocês para os camarotes, o show começa em 20 minutos — anunciou o segurança nº1.
— Pode levar a gente para a frente do palco, por favor? — pedi apontando para Peter e eu.
— Claro, senhorita Payne — concordou o segurança nº3. — Me acompanhem, por favor.

Peter e eu seguimos o segurança nº3, enquanto os seguranças 1 e 2 cuidaram de levar o resto do pessoal para o camarote.
Nós adentramos no interior do estádio, passamos por equipes de seguranças, técnicos de som, de luz, camarins — decidimos falar com os meninos depois do show, então seguimos em frente —, lanchonete improvisada, enfim, as entranhas do Allianz Estádio. Até que o barulho foi ficando mais alto, som de milhares de fãs procurando seus lugares, ou pulando, cantando com um coral de no mínimo cinco mil vozes. Saímos da escuridão dos bastidores direto para as cadeiras da Pista Premium, mas nosso lugar já estava reservado, bem em frente ao palco, entre os meninos e as fãs, somente os seguranças nos separavam dos rapazes, e claro, um palco de três metros de altura.
A primeira impressão que tive das australianas foi que elas eram adoráveis, mas nem um pouco animadas. Algumas meninas que sentaram-se perto do local onde Peter e eu nos acomodamos pediram fotos para mim, eu aceitei sem a menor cerimônia e tirei fotos com elas, mas a medida que o show se aproximava eu não percebia a animação delas aumentando, senti falta das outras cidades que os meninos visitaram.
Esperamos 10 minutos, então as luzes se intensificaram e no telão de LED apareceu a frase: "Shows de Abertura.", eu gritei empolgada, sabendo que teria um combustão com o 1º show de abertura.
McBusted foi o show de abertura, o que eu adorei, pois sou uma grande fã do antigo McFly e eu adorei ver os rapazes cantarem com a sua nova banda. Foram 15 minutos de show, do qual não parei de gritar um segundo e Peter pareceu divertido com isso, ganhei beijos jogados no ar por Dougie e Danny e acenos de Harry e Tom, os únicos que eu conheço do McBusted.
Samantha Jade foi a segunda atração de abertura, ela venceu a versão australiana do The X-Factor de 2012 e ela é uma grande cantora, mas eu não a conhecia até os seus 15 minutos de show de abertura.
Peter estava ao meu lado, ele conhecia várias das músicas do McBusted, mas nenhuma da Samantha — assim como eu —, e quando o vídeo de abertura da 1D começou a rodar, todo o estádio gritou, inclusive eu. Peter ficou me olhando todo sorridente, como se tivesse descoberto um lado meu que ele não imaginava existir, foi até engraçado, mas eu estava muito envolvida com o show para provocá-lo.
Naquele momento eu tinha assumido o meu lado Directioner e, por mais que Peter ficasse intrigado e surpreso, no momento eu era apenas dos meus rapazes e só tinha olhos para o palco, para eles.
A primeira música — Midnight Memories — levou o estádio à loucura, eu tirei fotos de todos os ângulos possíveis, gravei alguns vines, gritei, pulei, cantei junto com os rapazes ao longo da playlist e me diverti à beça.
E, na terceira música — Girl Almighty —, Niall se dedicou a ficar do lado do palco em que estivesse mais perto de Peter e eu, o segurança apontou para ele ir pro outro lado, mas ele ignorou completamente e continuou ali, olhando para mim, cantando, sorrindo, apontando para mim e me fazendo corar de vergonha. Louis logo se juntou a ele e também aumentou o meu martírio, apontando para mim durante seu solo e sorrindo largamente.
Nos versos finais de Girl Almighty, Niall se ajoelhou e olhou diretamente para mim, Peter me empurrou para mais perto do palco e eu tive de encarar Niall, que cantava ajoelhado e todo sorridente: "I'd get down on my knees for you..."¹, eu quase cavei um buraco no chão para esconder a minha cabeça.
Dei graças a Deus quando a música acabou, foi a segunda vez que os meninos cantaram-na ao vivo — a primeira foi no show em Orlando — e a segunda vez que Niall fez esse show particularmente vergonhoso para mim. Segundo ele: Essa é a minha música. E eu culpo Julian Bunnetta por me fazer passar essa vergonha em todo show em que eu vou.
Julian é o criador da música, juntamente com John Ryan e S. Mehner, mas Niall também ajudou na composição da música, porém não colocou seu nome nos créditos.
Voltei para o lado de Peter e lhe dei um beliscão no braço, ele riu e me abraçou e nós curtimos o resto do show assim, abraçados e sorridentes.
Os  meninos se divertiram à beça, estava evidente, eles fizeram gracinhas, riram, cantaram, se abraçaram e tornaram tudo mais divertido, foi fantástico.



Quando o show acabou e eles saíram correndo do palco muitas garotas continuaram chorando e eu me senti como elas, abandonada e já com saudade deles. Então eu tive que cair na real, pois o segurança nº3 voltara para nos levar até os rapazes.
Voltamos para as entranhas do estádio, passamos pela escuridão dos bastidores até enfim chegarmos ao camarim dos rapazes, eles estavam todos estirados nos sofás e no chão, cada um tinha uma garrafinha de água em mãos e o ar-condicionado estava ligado no máximo.
O segurança saiu do camarim e fechou a porta, deixando Peter e eu parados dentro do camarim enorme, onde 5 retardados estavam deitados ofegantes.

— Então, quem será o primeiro a me receber depois de uma longa viagem e um show exaustivo? — gritei chamando a atenção dos rapazes.
— Ava? — gritou Liam.

A cena que se sucedeu foi algo automático, todos se levantaram em um salto e correram em minha direção, Peter teve tempo de se salvar e se afastar de mim, então eu fiquei sozinha espremida no meio de cinco homens tentando me abraçar.

— Gente... Socorro... Preciso de ar — murmurei entre golfadas de ar, consegui me espremer por um brechinha e saí do abraço sufocante. Mas um deles agarrou meu braço antes que eu corresse para longe e puxou-me direto para outro abraço, porém mais aconchegante e arejado que o último. Só então suspirei aliviada, esse par de braços eu conhecia bem.
— Senti saudades — murmurou Niall me apertando forte.
— Eu também senti, Nialler. Foi um show fantástico, parabéns! — murmurei de olhos fechados e sentindo todas as emoções boas possíveis.
— Maninha, eu espero que já tenha me perdoado, senti tanto a sua falta — falou Liam, arrancando-me do aconchego dos braços de Niall para me apertar entre os seus.
— Liam, eu... — preparei-me para insultar-lhe, mas respirei fundo e rendi-me finalmente. — Eu também senti a sua. Você foi incrível esta noite.
— Obrigado. Foi bem mais divertido te ver ali, é ótimo voltar aos palcos, mas melhor ainda é ter você nos assistindo.
— É, foi ótimo, maninho — murmurei me afastando suavemente, ele me deixou sair do abraço.

Peter sentou-se no sofá, que antes estava ocupado pelos rapazes, e sorriu para mim, eu me sentei ao seu lado e ele passou o braço pelos meus ombros, me puxando para mais perto. Os rapazes, por sua vez, voltaram a se acomodar pelo chão e sofás.

— Então, contem-nos rapidinho, antes que o pessoal chegue para nos ver. Vocês estão ou não juntos, afinal? — perguntou Zayn, na sua habitual impaciência e curiosidade.
— Não, nós não estamos juntos — respondi revirando os olhos, Peter riu e assentiu, concordando comigo.
— Mas já moram juntos e tudo. Eu juro que pensei que você estava grávida — falou Louis e meus olhos se arregalaram imediatamente, Peter caiu na gargalhada junto com Liam e Harry.
— Deus do céu, você tem uma imaginação e tanto, em Boo — murmurei incrédula, ele riu.
— Tem mesmo, mas o que interessa é que os dois não estão juntos, e ponto final — falou Niall.

Seguiu-se um silêncio constrangedor à frase de Niall. Olhei de relance para ele e acabei sorrindo, pois ele também estava me olhando de lado, um olhar cúmplice que me fez rir.
Antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa, um segurança abriu a porta do camarim e anunciou a família de Niall, a de Louis, e Gemma e Lenna. Maura e Bob logo receberam um abraço apertado de Niall, que sorria largamente, enquanto Boo recebeu as irmãs Phoebe e Daisy nos braços. Johannah, mãe do Louis, foi a próxima a receber um braço do Boo Bear, assim como Greg foi o próximo a receber um carinhoso abraço de Niall.
Enquanto as famílias se cumprimentavam, Lenna e Gemma sentaram-se ao meu lado e suspiraram longamente ao ver o braço de Peter ao meu redor. Eu revirei meus olhos mais uma vez.

— Então, nós já podemos ir para o hotel? Eu estou morrendo de sono — resmungou Gem para Harry.
— Eu também, em Londres ainda pode ser 11 da manhã, mas aqui na Austrália já é 10 horas da noite e nós fizemos um voo realmente longo — concordou Lenna.
— Tudo bem, nós vamos descansar no hotel e amanhã cedo vamos conhecer a cidade, lembrem-se, vocês terão que ir para o aeroporto à 1 da tarde, o voo sai às 2 — assentiu Harry.
— Ah, só pra avisar, nós estamos dividimos em três hotéis, porque ficaria muito tumultuado se ficássemos todos em um hotel só — explicou Liam.
— E como nós vamos ser divididos? — perguntei levantando-me do sofá, Peter me acompanhou.
— Você e o Peter vão ficar no hotel em que Liam e Niall estão hospedados, junto com Maura e Bob — falou Louis. — Daisy, Phoebe, mamãe, Greg, Denise e Theo, vocês virão para o outro hotel comigo.
— E Lenna e Gemma vem conosco para o nosso hotel — falou Zayn, apontando para si mesmo e Harry.
— Eu vou ficar separada das minhas irmãs? — choraminguei abraçando o braço de Gemma.
— É só por uma noite, amanhã de manhã vocês vão ficar juntas novamente — resmungou Liam.

Liam foi até a porta e conversou com dois seguranças, combinamos que Liam, Niall, Maura, Bob, Peter e eu seríamos os primeiros a sair do estádio, dois seguranças nos aguardavam no estacionamento com dois Ranger Rovers pretos, mas meia dúzia de outros seguranças nos seguiu até lá, aonde nos dividimos novamente para cabermos nos carros. Niall, Maura e Bob foram em um dos carros, enquanto Liam, Peter e eu ocupamos o outro.
No banco traseiro eu me sentei entre os dois rapazes. Liam puxou a ponta da minha saia, de forma que cobrisse metade da minha coxa, e sorriu, retribui o sorriso e dei-lhe um beijo na bochecha.
Depois de longos 15 minutos o segurança estacionou na garagem subterrânea do hotel e disse:

— Geralmente levamos 5 minutos do estádio até aqui — disse e sorriu, ele tinha um sorriso bonito.
— É, eu acho que as fãs dificultaram um pouco — disse Liam.

Saímos do carro e fomos escoltados por dois seguranças diferentes até o elevador e, então, até o 15º andar, onde ficavam nossos quartos. Quando saímos do elevador Liam entregou um cartão-chave para Peter e outro para mim e disse:

— Vocês tem quartos individuais, descansem bastante, porque amanhã cedo nós andaremos muito. 
— Okay, maninho. Boa noite — murmurei e dei-lhe um beijo na bochecha, ele sorriu e retribuiu meu beijo.

Peter e Liam despediram-se com um aperto de mão e Liam entrou em uma das diversas portas do grande corredor, olhei para Peter e para os dois seguranças que postaram-se de guarda na porta de Liam — um deles era Preston, substituto de Paul, que eu abracei e beijei muito — e então decidi procurar o meu quarto, Pete me acompanhou.

— Bom, pelo menos são lado a lado — falou Peter ao descobrir que seriamos vizinhos de quartos.
— É, vou colocar um som bem alto para não te deixar dormir — brinquei, ele sorriu e me deu um beijo demorado na testa.
— Boa noite, querida. Obrigado por isso tudo.
— Eu que agradeço por ter vindo comigo, Pete.

Dei-lhe um último beijo na bochecha e entrei no meu quarto, levei alguns minutos até conseguir tirar as botas, então despi-me e me enfiei embaixo das cobertas quentes e macias da enorme cama de casal.


♫♫♫

Eu pude ouvir o barulho dos pássaros lá fora e a movimentação no corredor, mas estava com preguiça demais para levantar ou simplesmente abrir os olhos, então espreguicei-me e toquei algo quente e grande, o susto foi tão grande que imediatamente abri os olhos e vi um Niall sonolento ao meu lado, ele resmungou alguma coisa e voltou a cochilar.


                                                           
¹- Tradução: "Eu ficaria de joelhos pra você..." 





Um comentário:

Sou como uma escritora, lanço o livro para ser comprado;
Vocês são os compradores e os comentários o pagamento u.u
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Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
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Sou apaixonada por livros, amo escrever e, acima de tudo, amo One Direction, pois foi graças a eles que eu descobri o meu amor pela escrita.
Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
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