segunda-feira, 2 de outubro de 2017

"Pegue minha mão
Tome minha vida inteira também
Porque eu não consigo evitar
Me apaixonar por você..."
– Can't Help Falling In Love (Elvis Presley)



— Meu pai está muito bravo, eu sei só pelo tom de voz. Acho melhor você ir pra sua casa e voltar outra hora, talvez eu até vá com você — falei ponderando a ótima ideia, Zayn negou com a cabeça e ameaçou abrir a porta, o parei imediatamente. — Não, quer saber? Vamos voltar pro Havaí! Podemos arranjar uma casinha lá, você abrirá um bar muito maravilhoso em Honolulu e nós criamos o nosso bebê lá, vai ser maravilhosos! — tagarelei esperançosa, ele apenas riu e me beijou.
— Querida, ele pode estar até armado, eu não vou fugir. É a minha responsabilidade e eu vou arcar com ela junto com você. Não importa se ele for o Rambo ou o maldito Hulk, eu viro pedacinhos por você sem pestanejar! — ele disse e eu me derreti um pouquinho, mas ainda estava com medo de encarar o meu pai, principalmente depois de ouvi-lo ameaçar o maldito que engravidou a filha dele, por sorte Zayn não o ouviu.

Com o medo aterrorizando os meus pensamentos e a mão de Zayn entrelaçada na minha, eu respirei fundo e abri a porta. James pulou do sofá e veio em nossa direção, ele suava e tinha os dois olhos arregalados, como se estivesse nos pedindo socorro. Bem, ele merece sofrer, quem manda ser fofoqueiro!

— Maninha, graças a Deus você chegou. Meus parabéns, eu te amo, mas vou para a casa de Anne — ele disse ao me dar um abraço rápido.
— Parabéns, Zayn. Boa sorte! — ele apertou a mão de Zayn e então sumiu e bateu a porta ao sair.

Covarde!
Respirei fundo e, com Zayn ainda segurando forte em minha mão, eu me virei para o casal de pé em minha sala me encarando furiosos.
Olhei de relance para Zayn e o vi sorrir, era um sorriso tão lindo. Pobrezinho, daqui a pouco não estará mais sorrindo.

— Hayley! — urrou meu pai e eu tremi dos pés até o último fio de cabelo.
— Papai — murmurei como uma menininha para tentar amenizar a sua raiva.
— Hayley! — guinchou minha mãe, correndo em minha direção e me abraçando, mas logo ela se recompôs e me agarrou pelos ombros, senti-a me sacudir e logo meus cabelos estavam voando ao meu redor de tão forte ela me sacudia. — O que você aprontou dessa vez, sua menina burra?
— Ei, ei! Cuidado aí! — reclamou Zayn, me puxando para longe do alcance das mãos de minha mãe.
— E quem é você? — perguntou minha mãe, sua voz destilava arrogância e raiva.
— Zayn Malik, muito prazer, Sra. Catter! — ele ergueu a mão para cumprimentá-la, minha mãe olhou para a mão dele e deliberadamente virou o rosto em direção ao meu pai. Eu coloquei a minha mão na de Zayn e a segurei firme para amenizar a ignorância da minha mãe.
— Eu acho que você então é o cara! — falou meu pai, sua voz é alta e grossa, o que sempre o faz parecer gritar e brigar.
— Sim, eu sou o cara, Sr. Catter — Zayn disse, ele engrossou a voz também, não como uma afronta, mas para manter o mesmo nível que meu pai. Senti vontade de rir, mas me controlei.
— Hayley, como você pôde? — choramingou minha mãe, voltando a segurar os meus ombros e me olhando com os olhos cheios de lágrimas. — Jogar o nome da nossa família na lama dessa forma? O que os vizinhos vão comentar quando souberem? E os seus avós? A família do seu pai? Deus do céu, preciso de um copo cheio de whisky — ela me largou para abanar a si mesma e procurou algum lugar para se sentar, como se estivesse passando mal.
— Isso nunca aconteceu antes em nossa família, Hayley! Não acredito que logo você nos fará passar por uma vergonha dessa — berrou meu pai indo até a minha mãe e amparando-a.
Zayn saiu do meu lado e foi até a estante, ele encheu três copos com o whisky que ele me deu de presente no último aniversário e entregou para o meu pai, minha mãe e bebeu do próprio copo todo o conteúdo em uma golada só. É, eu também precisava de uma coragem líquida agora, mas infelizmente não posso.
— Se me permite dizer, Sr. Catter, Hayley não está fazendo nada de errado — arriscou Zayn e eu cobri os olhos, chorando internamente.
— Como ousa? Em toda a linhagem da família Catter, não há uma só mãe solteira, agora a minha única filha decide acabar com o renome da família e você ousa me dizer que ela não está fazendo nada de errado? — gritou meu pai, o odeio quando banca o chefe de família tradicional e recatado. Dá licença, a prima Becky estava grávida antes de se casar no verão passado!
— Como eu ouso? Bem, eu ouso porque eu sei que Hayley e eu estamos noivos, se o senhor tivesse esperado um minuto para conversar com ela antes de atacá-la também saberia disso e teria evitado todo esse maldito drama — esbravejou Zayn e eu me encolhi, ele veio até o meu lado e me abraçou, tentei me esconder em seus braços mas os olhos fulminantes dos meus pais ainda me achavam.
— Noiva? — perguntou a minha mãe, com a vozinha irritantemente chorosa, senti vontade de sacudi-la e mandar virar mulher, porra, não choramingue por um motivo tão besta!
— Exatamente, Sra. Catter. Agora, eu adoraria que vocês se desculpassem com ela. Apesar de ser sua filha ainda é uma mulher adulta e grávida e ninguém merece ser tratado da forma com que vocês a receberam! — disse Zayn e eu realmente senti vontade de chorar. O que diabos ele está fazendo? Meu Deus, ele não conhece a minha família.
— Ouviu o que ele disse, Joy? — perguntou meu pai a minha mãe, em seguida gargalhou alto.
— Tom, por favor — sibilou minha mãe e beliscou-o.
— Ai, ei! — ele reclamou e eu não contive uma risada, era ótimo vê-los brigando amigavelmente como nos velhos tempo. O som da minha risada chamou a atenção dos dois e eu mais uma vez me encolhi.
— Ah querida, eu sinto muito, não queríamos gritar com você — disse meu pai afavelmente, ele abriu os braços me chamando para abraçá-lo e eu não resisti, ainda sou a garotinha dele.
Engraçado, agora eles parecem tão mais calmos ao saberem que vou me casar, esperem até saber que não há previsão de quando e muito menos se será antes do nascimento do bebê.
— Docinho, sabe que te amamos, não é? Só ficamos preocupados com toda essa história — falou minha mãe com uma voz aveludada e doce, olhei de relance para Zayn e o vi revirar os olhos, contive mais uma risada.
— Que ótimo que agora aceitaram essa história — falei me afastando deles e voltando para perto de Zayn. — Porque nós não temos uma data para nos casar e nem pretendemos fazer isso às pressas.
— Está louca, querida? — guinchou minha mãe, o desespero voltando a reverberar em sua voz. — Já deveria estar pensando na lista de convidados, decoração, buffet, no vestido!! Temos que fazer tudo isso antes de sua barriga começar a aparecer! 
— Sua mãe está certa, Hayley — concordou meu pai e terminou de beber o seu whisky.
— Não está, não! — rebati impaciente, minha mãe ficou pálida e meu pai semicerrou os olhos para mim.
— O que quer dizer com isso, Hayley?  ele falou ameaçadoramente e Zayn abraçou mais forte a minha cintura.
— Quero dizer, papai, que eu não vou me matar para organizar um casamento em menos de um mês para que vocês possam ficar tranquilos. Eu estou passando por uma fase na minha vida que eu quero paz e tranquilidade para curtir a minha gravidez, não me matar de tanto estresse preparando dois eventos ao mesmo tempo! Já basta ter que me preocupar com o bebê que está crescendo dentro de mim, agora vocês querem que eu dê conta de uma festa de casamento? Estão loucos! — desatei a falar, deixando-os boquiabertos e mudos.
— Não, querida. Você não precisará se preocupar com isso, eu cuido de tudo, você só precisará aparecer no dia vestida de branco! — apelou minha mãe e eu revirei os olhos.
— Hayley não quer, então não vamos insistir, por favor — disse Zayn, mesmo querendo se casar antes do beber nascer ele decidiu me apoiar e isso me fez amá-lo mais ainda.
— Pense bem, amorzinho, não precisa decidir nada agora. A mamãe está aqui justamente para isso, eu posso cuidar de tudo pra você, será fabuloso! — disse minha mãe, se aproximando e acariciando o meu rosto como fazia quando eu era criança e ela queria me convencer a fazer alguma coisa.
— Mãe! — reclamei me afastando de suas mãos, ela fez um biquinho decepcionado e olhou para o meu pai pedindo ajuda.
— Querida, você não precisará se preocupar com nada, sua mãe e eu cuidamos de tudo e em menos de duas semanas vocês estarão casados! — disse meu pai, também adoçando a voz tentando me driblar.
— Papai... — suspirei exausta e olhei para Zayn, seus olhos diziam sim, mas sua postura ainda estava ereta, pronto para dizer que não se assim eu quisesse.

Eu estava cansada, tinha acabado de fazer uma viagem de 18 horas e tive uma discussão monstra com os meus pais, não estava em condições de decidir algo daquele porte. Além do mais, eu não queria me casar as pressas com Zayn. Eu queria sim me casar com ele algum dia, mas casar as pressas é como casar forçado e eu não estou pronta para aceitar alguma coisa assim. Há duas semanas eu não queria nem namorar, agora já estou sendo obrigada a casar, mas que dia!

— Mãe, pai, eu estou exausta, acabei de voar em uma poltrona minúscula por 18 horas, preciso de uma banho e uma cama. Não vou aceitar qualquer proposta que me façam antes de tomar uma boa xícara de chá, então eu vou dormir na casa do Zayn e vocês podem ficar aqui pelo tempo que quiserem — falei calmamente, eles continuavam me encarando como se eu fosse cuspir um pote de ouro nas mãos deles.
— Um mês, fazemos tudo em um mês, não precisamos correr tanto, querida — gritou a minha mãe se aproximando de mim e soando desesperada. — Quer dizer, não há tanta pressa, você é tão magrinha, vai demorar pra barriga aparecer — ela tocou a minha barriga e as minhas costas, tentando mostrar o quão magra eu era e a ausência de barriga.  E eu só fui criar barriga depois dos três meses, tanto de James quanto de você. A única coisa que mudará serão seus seios, meu Deus, os meus seios pareciam que iam explodir pra fora do sutiã quando engravidei  devaneou minha mãe e vi Zayn desviar o olhar sutilmente para o meu busto, um sorrisinho sacana apareceu em seus lábios e eu o belisquei antes que alguém mais visse.
— Mãe... — suspirei e revirei os olhos. Droga, agora o meu pai está olhando para os peitos da minha mãe como se estivesse lembrando do tamanho dos peitos dela durante a gestação. Agora ele está sorrindo estranhamente, que nojo pai!
— Vamos, querida. Por favor, eu faço qualquer coisa, qualquer coisa. Se você quiser terá um bolo de cinco andares e a gente guarda três andares para você comer sozinha! — ela apelou e eu comecei a sorrir, droga, ela me conhece, está conseguindo me driblar direitinho.
— Terá pizza de todos os sabores para o buffet, se assim você quiser. Apesar de ser muito cafona — resmungou meu pai e eu comecei a gostar mais ainda da ideia.
— E deixaremos para escolher o vestido na última semana, para que precise de poucos ajustes para o grande dia — complementou a minha mãe, Zayn estava ao meu lado tentando desesperadamente não abrir um gigantesco sorriso ao notar que eu ia me render.
— Só se tiver no máximo cinquenta convidados, quero só os familiares e amigos mais próximos!  pedi impaciente, a expressão da minha mãe murchou.
— Mas, querida, cinquenta convidados não é nem um terço da nossa família!  ela fez biquinho novamente.  Cento e cinquenta convidados, pode ser?
— Cem convidados e não se fala mais nisso!  falei rudemente, ela sorriu docemente e assentiu.  Cem convidados para dividir entre a nossa família, a de Zayn e os nossos amigos mais próximos. Não quero amigos de vocês na festa, eu não conheço nenhum deles!  acrescentei e minha mãe novamente murchou.
— Mas, Hayley...
— Não, nenhum! — bati o pé e meu pai balançou a cabeça, concordando.
— Parece justo para mim — ele disse e minha mãe o olhou feio.
— Então está fechado, nos casaremos no mês que vem  disse Zayn e bateu palmas, ele abraçou os meus ombros e me deu um beijo na bochecha. — Preciso que vocês me digam a data para que eu possa avisar a minha família.
— Claro, claro. Deixaremos vocês cientes de todos os detalhes e precisamos da lista de convidados de vocês para que possamos enviar os convites ainda essa semana — disse minha mãe, o lado organizadora de eventos aflorando nela.
— Sim, ok, mãe. Cuidaremos disso, agora nós precisamos ir, estamos realmente cansados — falei em meio a um suspiro e já empurrando Zayn em direção a porta. — Vocês podem ficar a vontade, tem comida na geladeira, água nas torneiras e podem usar o meu quarto, só não vendam nada enquanto eu estiver fora!
— Tchau querida, até amanhã — despediu-se minha mãe.
— Amamos você — acrescentou meu pai.

Zayn empurrou nossas malas até o elevador e nós entramos em um táxi rindo.
Ao chegar na casa de Zayn nós tomamos um banho juntos e eu vesti uma camisa dele que chegava até as minhas coxas, calcei as pantufas dele da casa da Grifinória, de Harry Potter, e me joguei na cama dele, o esperando para conversarmos sobre os últimos fatos ocorridos.
Zayn parecia nas nuvens com esse casamento, já eu? Bem, eu estava com sono demais para esboçar qualquer reação, ainda estava tentando descobrir o que eu sentia. Então eu me aninhei no peito dele e deixei que o meu cérebro tivesse o descanso merecido.

♂♀♂♀

Como minha mãe previra, a única coisa que denuncia que estou grávida de sete semanas são os meus seios, que começaram a crescer bastante — Zayn está nas nuvens com isso —, e os enjoos que acabam comigo.
Até agora tem sido muito tranquilo estar grávida, a minha barriga ainda não dá sinal de vida, mas eu sei que há algo lá dentro pois na última vez que fui ao consultório da minha obstetra, Zayn e eu ouvimos as batidas super rápidas e descompassadas do bebê. Zayn chorou e eu, como não consigo ver ninguém chorar, acabei me debulhando em lágrimas também.
Meu irmão morto, vulgo Jameson Frederick Catter, agora está enterrado no cemitério de indigentes, pois além de me dedurar para os meus pais — causando o grande motivo de eu estar inteiramente vestida de branco agora — ele também me dedurou para Liam, Louis, Harry e Niall, causando a maior confusão do planeta.
Os rapazes chegaram para mim individualmente me prometendo mundos e fundos, dizendo que seriam os melhores pais do mundo e que eu não precisaria me preocupar com nada, imagine a dor que eu tive ao contar a eles que nenhum deles eram responsáveis pelo ser em meu ventre que me fazia vomitar a cada dois minutos. Fiquei seriamente devastada ao ver a cara dos quatro, ficaram super tristes, mas eu prometi a eles que seriam ótimos tios. Se olhares matassem, eu teria morrido naquele exato momento.
Enfim, minha mãe realmente conseguiu organizar um casamento em cinco semanas e todos os parentes e amigos mais próximos nos prestigiaram na igreja, e nem mesmo suspeitaram que eu estava grávida, para o deleite dos meus pais. Eu também fiz a minha parte, quase enlouqueci a minha mãe ao escolher um vestido vintage branco champanhe com o cumprimento longo e um detalhe preto nas alças largas, ele era inteiramente de cetim e tinha um caimento muito gostoso, sem falar que era lindo.
E eu não me lembro de ter visto Zayn mais feliz e mais bem vestido na vida. Ele estava simplesmente fabuloso me esperando no altar e fez questão de mostrar aos padrinhos que era ele e não eles em seu lugar. Agora, eu me lembro de várias vezes em que os padrinhos ficaram mais felizes. Harry, Liam, Niall e Louis só aceitaram ser os padrinhos porque eu os coagi. Já James, vulgo meu irmão indigente jaz morto, ficou muito contente ao ser convidado por Zayn para ser o padrinho de honra, junto de Anne, a minha dama de honra. As minhas madrinhas foram as duas irmãs mais velhas de Zayn, Doniya e Whaliyha, a minha ex-colega de trabalho, Ashley, e a irmã de Harry, Gemma, que superou a pequena birra que tinha comigo ao descobrir que eu ia me casar e ia deixar o irmão dela em paz.
Mas tanto a cerimônia quanto a festa foram tudo para os meus pais ficarem felizes. Zayn estava feliz e eu também, mas foi tudo na correria e nós não queríamos as coisas assim, Ficamos contentes em finalmente nos unirmos em matrimônio para embelezar o nome do nosso bebê, adoramos o fato de agora pertencermos um ao outro na saúda e na doença, na riqueza e na pobreza, mas ainda era com se faltasse alguma coisa.
Decidimos que depois que o bebê nascer nós vamos fazer tudo direito, iremos noivar e iremos planejar uma renovação de votos do jeitinho que nós queremos, sem os meus pais interromperem, e aí sim nós ficaremos contentes de verdade.
Enquanto a minha mãe se virara nos trinta com a organização do casamento, Zayn começou a construção de seu novo bar. Ele vendeu o terreno onde agora era as ruínas do antigo Beer's Bar e comprou um novo local para levantar o novo bar, em Oxford Street, o que significa que o negócio vai crescer e a renda vai aumentar depois que o bar abrir. Até agora as obras estão bem adiantadas e o lugar está ficando lindo, é um bar mais refinado que o antigo e terá empregados para ajudar Zayn, não será mais somente ele e Jack. Zayn decidiu que cuidará apenas da parte administrativa do bar para que tenha mais tempo para a família e eu apoiei a ideia, pois queria muito ele por perto e não toda noite enfiado em um bar com várias mulheres dando em cima dele. Jack será o gerente e eu fiquei muito emocionada ao encontrá-lo novamente depois do incêndio.
Na verdade, eu tenho ficado emocionada muito facilmente, acho que tem haver com os hormônios. A doutora Grier, minha obstetra, disse que não acontecem apenas mudanças corporais, mas também alterações hormonais que me fazem ficar mais sensível durante a gestação. O que significa que a qualquer levante de voz que Zayn dirige a mim, eu já estou em lágrimas e ele fica todo arrependido e me mima com doces que eu adoro.
Ficar grávida tem suas vantagens, afinal.
Mas voltando ao casamento. Como tudo aconteceu as pressas e, obviamente, Zayn e eu já fomos aos finalmente, nós não teremos lua-de-mel, até porque ele está focado na construção do bar e eu estou focada em me empanturrar de comida e dormir. Então depois da festa nós apenas seguiremos para a casa de Zayn, que passou a ser nossa depois que eu doei o meu apartamento para Jay, o indigente jaz morto, e nós curtiremos um ao outro na privacidade de nosso lar.
Mas recompensaremos tudo quando fizermos a renovação de votos, talvez daqui a um ano ou dois, quando já estivermos estabilizados.
Acordei do meu devaneio quando Zayn me puxou para a pista de dança, a nossa música tocava e Zayn estava irresistível depois de tirar o paletó e desamarrar a gravata e deixá-la pendendo em seu pescoço. Elvis Presley cantava lindamente a música Can't Help Falling In Love e Zayn e eu dançávamos abraçadinhos no meio da pista de dança.
A festa estava quase no final, a música do Elvis já tinha tocado no começo pois Zayn e eu a escolhemos como a nossa música de casamento, mas agora Zayn pediu para tocá-la de novo para que pudéssemos dançá-la mais uma vez.
Durante a noite eu já tinha comido, bebido bebidas sem álcool, claro, dançado com todos os rapazes, com o meu pai, com o meu sogro, com o meu amado marido, encenado uma coreografia de hula com as irmãs e primas de Zayn, ensinado hula para Ashley e Anne, bebido mais, comido mais, dançado mais, tinha ouvido vários discursos que me fizeram chorar como um bebê, tinha feito um discurso que me fez chorar como um bebê e, melhor ainda, tinha beijado Zayn a noite inteira, pois ele estava absolutamente delicioso naquele terno branco.
Enfim, a festa foi uma beleza, deixamos os meus pais felizes e, como bônus, deixamos a família de Zayn feliz. Pois apesar de não terem dito nada, eles queriam nos ver casados antes do bebê nascer, pois eles também são muito tradicionais no estilo havaiano.
Quando a nossa música acabou, a minha mãe nos tirou da pista de dança para que nos despedíssemos dos convidadas para que eles pudessem ir embora, mas na verdade Zayn e eu nos despedimos de todos e fomos embora às pressas curtir a nossa noite de núpcias em nossa cama King Size novinha em folha, que eu fiz questão de comprar, pois sabia de todas as periguetes que já haviam passado pela cama antiga de Zayn.
A casa de Zayn é maravilhosa, ela é espaçosa, bonita, tem quintal grande nos fundos e um jardim bonito na frente, a melhor parte é que ela é dele, não precisamos pagar aluguel. Quando me mudei pra cá não precisei mexer muito na decoração, pois a casa já era de um bom gosto excepcional, sempre foi. Mas precisaremos mexer juntos na decoração do segundo quarto, que será o quarto do bebê, atualmente o quarto guarda coisas que Zayn nunca usa, mas em breve será decorado conforme descobrirmos o sexo do bebê e eu estou muito ansiosa para isso.

— Então, senhora Malik, com se sente? — perguntou Zayn quando nós dois caímos no sofá da sala, ele me puxou para seus braços e afundou o nariz em meus cabelos.
— Muito feliz, senhor Malik, muito feliz! — sussurrei enamorada e o abracei.
— Que ótimo, é o que eu mais quero na vida, que sejamos muito felizes juntos, amor — ele disse. — "Take my hand, take my whole life too, for I can't help falling in love with you..." — ele cantou e se levantou me levando junto, começados a dançar lentamente no meio da sala enquanto ele cantava a nossa música de casamento.
"Like a river flows, surely to the sea. Darling, so it goes. Some things are meant to be..." — cantei junto com ele e nós valsamos lentamente no mesmo lugar, dois passos de cada vez, abraçados e com os rostos colados, seu cheiro era muito bom.


♂♀♂♀



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Qual a música? "No one in the world could stop me from not moving on, baby. Even if I want to..."

Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

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Sei que muitos não lerão isso, não se importaram com isso, não vão querer ao menos ver isso.
Mas não tem problema, isso aqui é pra quem quer ler.
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Não espero que gostem das minhas histórias, mas aos que gostam: Obrigada.
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