segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"Sim você está encantadora
Com seu sorriso tão animado
E com sua face tão meiga
Não há mais nada para mim a não ser amar você
E como você está esta noite..."
- The Way You Look Tonight (Frank Sinatra)



— Tá, tudo bem, acredito em você. E o rapaz, como está o seu garoto?
— Ele está bem também, graças a Deus estamos bem — garanti enquanto brincava com a miniatura de Mustang do Niall.
— Ótimo, ainda bem, vou visitá-la logo, amor, prometo — falou todo preocupado, me fazendo sorrir.
— Sim, vou esperar mesmo — ele riu, aliviado.
— Eu te amo.
— Também te amo, pai.

Desliguei e devolvi o celular para o Harry, me encostei no travesseiro e Niall sorriu, abracei-o e relaxei em seus braços mais uma vez.

|☼|☼|☼|

A sala de instrumentos da gravadora, estava quente e aconchegante, os rapazes me arrastaram para cá bem cedo, a fim de nos distrairmos um pouco, junto conosco também veio a Lea, Becka, Ansel, Tom, Danny, Dougie e Harry Judd, amigos do Niall, da banda McFly.
A neve lá fora caia lentamente, fazendo a temperatura despencar e as ruas ficarem brancas e adoráveis, eu adoro o inverno.
Hoje completa um mês que Niall e eu estamos juntos, o que significa que também faz um mês desde o nosso acidente, ainda tenho pesadelos à noite com aquelas lembranças perturbadoras.
Esvaziei minha mente de todos esses pensamentos bestas, Niall e eu decidimos passar nosso dia com nossos amigos, tem dado certo, os rapazes cantam para nos distrair, enquanto conversamos e comemos bobagem, a sala hoje é toda nossa, ninguém para nos interromper e nem perturbar.
Tom, Danny e Dougie começaram a cantar minha música favorita deles, That Girl, me acomodei ao lado do Niall no sofá de couro e escutei-os atentamente, fazendo a 2ª voz junto com Dougie e Becka, enquanto Tom e Danny tocavam e cantavam.


"But three days latter / Went round to see her / But she was with another guy / And I said fine / But I'll never ask her why / And since the loneliness has been / A friend of mine...''¹ — cantou Zayn, repetindo o trecho depois que os rapazes terminaram de cantar e olhando diretamente para mim, os pelos de minha nuca se eriçaram.


Olhei em volta da sala e Niall sorriu para mim, um sorriso fraco e envergonhado. Estamos todos desconfortáveis com a última frase de Zayn, ou sou só eu e Niall?

— Pega leve, Zayn — avisou Harry. — Já faz um mês.
— É, já faz um mês. — resmungou ele.



Tom começou a tocar alguns acordes no violão, a fim de desfazer o clima tenso que nos rodeava, agradeci mentalmente por ele fazer isso, já que não gosto de saber que Zayn ainda está magoado comigo, ele nem tem o direito de ficar bravo, afinal, foi ele quem terminou comigo.
Niall me apertou mais forte e escutamos atentamente Tom cantando uma parte de Bubble Wrap, também do McFly.
Quando os acordes finais de Bubble Wrap terminaram, Liam tossiu fortemente, chamando a atenção de todos.

— Desculpa, acho que estou ficando doente — disse Liam, ficando levemente corado por toda a atenção.
— Você não pode, temos shows — avisou Harry, de repente alarmado.
— Não se preocupe, Hazza, vou estar bem para os shows — disse Liam, calmo e sorridente.
— Esperamos que sim, não é?! — reforçou Louis.

Niall se levantou em um salto e esticou a mão para mim, segurei-a e me levantei, franzindo a testa para ele.

— O que foi? — murmurei, ainda segurando sua mão.
— Vamos, planejei algo especial para o nosso dia, ou noite — respondeu Niall, sorridente, ele está evidentemente empolgado.
— Mas pensei que passaríamos o dia com nossos amigos — falei, surpresa por ele ter planejado algo.
— Passamos o dia com eles, agora podemos curtir nosso aniversário, vamos lá, amor, se não vamos nos atrasar — chamou docemente, me puxando em direção à porta.
— Divirtam-se — gritou Harry, quando eu segui Niall em direção à porta de saída.

Niall não me soltou, entramos no elevador e, se não fosse por um homem de terno cinza, estaríamos sozinhos.
Enquanto esperávamos nosso andar eu envolvi meus braços em volta da cintura de Niall, o abraçando, ainda não acredito que ele planejou algo para o nosso primeiro mês de aniversário.
Ele suspirou me apertando mais forte em seus braços e beijou minha testa, demorando os lábios por longos segundos em minha pele.

— Estou surpresa — sussurrei baixinho, só para ele escutar.
— Surpresa? É nosso aniversário, amor, não deixaria passar em branco, fala sério, temos que comemorar — murmurou sorridente.
— Você não existe — sussurrei, tenho certeza de que estava olhando para ele igual uma boba.
— Eu te amo, entendeu? — sussurrou, tentando colocar em minha cabeça o motivo pelo qual ele planejou algo.
— Eu te amo também, nunca duvide disso — respondi, roçando meu nariz no dele levemente.

Niall me beijou rapidamente, por causa do homem ao nosso lado, e continuamos abraçados até o elevador abrir as portas no estacionamento, o homem saiu primeiro e logo Niall me soltou para segurar minha mão e me guiar até seu carro novo.
Eu gostei do carro novo do Niall, é simples e bonito, nada muito extravagante, ele me levou junto com ele para escolher, não dei muita opinião, afinal, o carro é dele, mas ele escolheu algo que agradou a nós dois.
Se bem que um Vauxhall Astra VXR não é tão simples assim, mas, comparado a Ferrari do Harry, esse carro é mais econômico.
Niall pressionou o botão do alarme e as lanternas traseiras do Astra se acenderam, ele abriu a porta do passageiro para mim — cavalheiro, como sempre —, em seguida deu a volta por trás do carro e se sentou ao meu lado, atrás do volante.
Ele ligou o carro, engatou a marcha ré e saiu do estacionamento, entrando na rua movimentada e coberta de uma neve branca e espessa.
Me virei para olhá-lo enquanto ele dirigia, a maioria das vezes ele fica bem concentrado, é tão lindo ver seus olhos fixos no trânsito, seu rosto bem modelado cora levemente sempre que me pega encarando-o, então ele sorri e estica o braço para me cutucar a barriga, me fazendo rir.

— Vai me dizer o que planejou? — perguntei docemente, na intenção de persuadi-lo a me contar seus planos.
— Talvez, depende... — murmurou, deixando a frase inacabada.
— Depende? — incentivei-o a continuar, ele riu.
— Depende do quanto você está curiosa — disse em um tom brincalhão.
— Estou muito, muito curiosa, pode me contar? — perguntei novamente, ele riu, mas não desviou os olhos da estrada.
— Vamos jantar e... — ele parou de falar novamente, me deixando no suspense.
— E? E o quê? — cobrei, agoniada com a curiosidade que ele despertou em mim.
— E você vai ver, é só isso o que vou te dizer.
— Não! Niall, conte-me, por favor — pedi docemente, ele riu, mas negou com a cabeça.
— Aguarde, amor, e verá — disse e ligou o rádio, então percebi que esse assunto estava encerrado, me dei por vencida e me recostei contra o banco, fazendo um bico exagerado, ele riu.

Niall dirigiu quieto o tempo inteiro, quebrando o silêncio apenas quando cantava junto com o rádio, eu tentei me controlar para não questioná-lo mais sobre o jantar, afinal, ele não vai me falar mesmo.
Ele parou o carro em frente ao portão de entrada da casa do Harry, pensei que ele entraria com o carro, mas ele saiu do carro e correu até a minha porta para abri-la para mim, já até me acostumei com seu cavalheirismo, ele é um fofo.
Niall estendeu a mão para mim, segurei-a e ele me ajudou a sair, sem soltar minha mão ele me guiou até o portão, digitou o código de segurança e apertou o alarme do carro, trancando-o na hora, então ele me puxou para dentro e andamos pelo longo gramado até a porta de entrada da casa do Harry.
Passamos direto pelo corredor até a escadaria, Niall parou em frente a porta do meu quarto e me deu um selinho demorado, em seguida sorriu.

— Vou me arrumar, 20 minutos? — perguntou, se referindo ao tempo em que eu estaria pronta.
— Sim, 20 minutos está bom.
— Ótimo, estarei lá embaixo te esperando.
— Okay — murmurei e dei de ombros, ele sorriu carinhosamente e acariciou minha bochecha com a ponta dos dedos.
— Não fique chateada, você vai descobrir logo, prometo.
— Odeio quando você não me diz para onde vamos, vou abrir uma exceção, mas só desta vez — ele riu e assentiu.
— Tudo bem, só desta vez — ele se inclinou e me beijou mais uma vez, em seguida foi para seu quarto.

Entrei no meu quarto e fui direto ao meu guarda-roupas, deixei tudo o que iria precisar em cima da minha cama e segui para o banheiro, tomei um banho quente e relativamente rápido, em seguida me arrumei rapidinho, mas caprichei.
Em 23 minutos eu já estava pronta, assim que abri a porta do meu quarto encontrei Niall no corredor, ele estava indo em direção às escadas e parou subitamente quando me viu, sorri timidamente enquanto ele me encarava de cima a baixo, abrindo um largo sorriso durante o trajeto de seus olhos.

— Caramba, amor, uau! — exclamou sorridente.
— Obrigada... Ah... Acho — murmurei timidamente, ele riu e estendeu a mão para mim.
— Você está incrível, ah, minha linda — disse, quando eu peguei sua mão e ele me fez dar uma voltinha. — Vamos lá, eu gosto de ver os caras quebrarem o pescoço quando eu passo com você — brincou, enquanto envolvia minha cintura com o braço e apertava meu corpo contra o seu.
— Gosto de você não ser ciumento — murmurei, enquanto ele me guiava escada a baixo.
— Ah, mas eu sou ciumento, tá brincando? Só não demonstro na sua frente, mas quando você vira as costas eu ameaço cada idiota que olha para você — falou brincalhão, ele está com um ótimo humor, não contive uma risada.
— Bobo — falei rindo, ele riu também.

Niall me guiou por todo o caminho até o carro sem tirar as mãos de mim, não reclamei, afinal, tudo o que eu mais gosto é de estar em seus braços, quando ele se sentou ao meu lado, atrás do volante, eu terminei de prender meu cinto de segurança e ele ligou o carro.
Tentei puxar assunto, a fim de fazê-lo falar pelo menos aonde vamos jantar, mas não consegui. Quando dei por mim ele já estava parando o carro e o manobrista do restaurante Clos Maggiore se aproximou.
Niall saiu do carro e jogou as chaves para o manobrista, então correu até o meu lado e abriu a porta para mim, me oferecendo a mão.
Niall me guiou para dentro do restaurante, antes mesmo de alcançarmos o balcão de informações o garçom nos alcançou e nos mostrou a mesa que Niall havia reservado.
Ele nos guiou por entre as lindas mesas decoradas no imenso salão, esse restaurante é tão romântico.
Era uma mesa separada das demais, bem íntima, Niall puxou a cadeira para mim, agradeci e me sentei, logo ele se sentou em minha frente e segurou minha mão por cima da mesa.

— Amor, que lindo, esse restaurante é perfeito — murmurei, esticando meu braço para acariciar seu rosto, ele sorriu e inclinou o rosto contra minha mão.
— Ah, Vee, foi o único lugar em que pensei, aqui é lindo, romântico, mas mesmo assim não é o bastante, vou te levar a outro lugar quando terminamos o jantar — falou calmamente, mas não disse mais nada, apenas ficou me encarando, com um olhar sedutor e brincalhão.
— Você gosta de me deixar curiosa, só pode — murmurei irritada e ele riu.
— Só um pouquinho, querida.

Niall esboçou um sorriso tão doce que me fez derreter completamente, apertei sua mão e retribui seu sorriso.
O garçom se aproximou e sorriu educadamente, Niall o cumprimentou e ele nos entregou os cardápios e nos serviu água enquanto não decidimos os pedidos.
O garçom se retirou, deixando Niall e eu à sós.

|☼|☼|☼|

Depois de um jantar extremamente romântico, Niall me levou a London Eye, onde tomamos champagne enquanto apreciávamos a linda vista de Londres, foi simplesmente incrível.
Ao sairmos da cabine Niall me guiou pela beirada do rio Tamisa, onde apreciamos a vista e conversamos bastante, mas quando alcançamos o estacionamento do Clos Maggiore novamente, Niall se imobilizou, ficando paralisado no meio da calçada, me virei para ele e franzi a testa, tentando identificar o que a expressão iluminada dele queria dizer, por fim ele sorriu de orelha a orelha.

— O que foi? — perguntei, quando vi que ele não diria.
— Será se o orfanato ainda está aberto? — perguntou animado.

No último mês Niall e eu passamos todos os dias no orfanato, fazendo trabalho voluntário e, obviamente, cuidando de Leslie, ela foi essencial para a melhora de Niall depois do acidente; ela cresceu um pouco desde que eu a conheci, agora ela está com 2 meses e meio, e é uma verdadeira princesinha.

— Passa das dez, acho que não, por quê? — perguntei intrigada, ele sorriu novamente e me puxou em direção ao manobrista, que estava segurando as chaves do carro de Niall.
— Obrigado — disse Niall ao manobrista, ele lhe deu uma gorjeta obscenamente alta e abriu a porta para que eu pudesse entrar.
— Quer me dizer em que você pensou? — perguntei quando ele se acomodou ao meu lado.
— Eu realmente quero adotar a Les, preciso implorar de joelhos para a Sra. Jones liberar a papelada, eu sei que ela vai ajudar, ela gosta muito de mim e de você — explicou e me olhou, seus olhos brilharam de animação.
— Vamos adotar a Leslie? — perguntei surpresa.
— Se tudo der certo, sim! O que acha?
— Sim, é, isso com certeza é ótimo, mas não tenho certeza se vai dar certo, afinal, não somos casados, o orfanato cobra isso para a adoção.
— Vamos lá agora! — disse simplesmente, não discordei, afinal, também quero adotar a Les, é tudo o que eu mais quero desde que a conheci.

Niall seguiu pelas ruas numa velocidade regular, ele não dirige muito rápido e sempre que se empolga eu o repreendo, cuidado nunca é demais.
Ele estacionou o carro duas quadras antes da casa de Harry, bem em frente ao orfanato Sunshine Kids, sai do carro antes que ele viesse abrir a porta para mim.
Subimos a pequena escadaria até a porta da frente, Niall bateu algumas vezes, acho que estão todos dormindo, já é tarde, mas Niall não desistiu, bateu mais umas quatro vezes e Sophie abriu a porta, foi ela quem me apresentou ao orfanato na primeira vez em que estive aqui.
Sophie esboçou um sorriso educado e nos cumprimentou, ela já estava vestida com um robe de dormir, como eu imaginei, ela já estava indo se deitar.

— Oi, Sophie — disse Niall, ansioso. — Desculpe a hora inoportuna, mas não podemos esperar até amanhã, a Sra. Jones ainda está aqui?
— Sim, está no escritório, por favor me acompanhem — pediu docemente e a seguimos pelos corredores do orfanato.

Ela abriu uma porta de madeira e colocou a cabeça para dentro, ela murmurou algo para a diretora do orfanato e se voltou para nós, sorriu e nos deu espaço para entrar, ela entrou junto conosco e ficou ao lado da cadeira onde a diretora, Sra. Jones, estava sentada.

— Olá May — cumprimentou Niall, esticando a mão para a Sra. Jones.
— Ora, ora, Niall, que surpresa, está tudo bem? — perguntou docemente, ela é muito simpática.
— Sim, quer dizer... Claro, é que nós decidimos, Vee e eu — disse e abraçou minha cintura, me puxando para seu lado —, que queremos adotar a Leslie, por favor, May, por favor nos ajude.



                                                                                         

¹- Tradução do trecho: "Mas 3 dias depois / Saí para vê-la / Mas ela estava com outro cara / E eu disse 'certo' / Mas nunca perguntei a ela 'por quê' / E desde então a solidão tem sido / Uma amiga minha...".


Hey girls, como estão?
Eu estou nas nuvens, quem aqui foi assistir o filme da 1D no fim de semana?
Eu fui e, como amo muito vocês, lembrei-me que algumas ñ poderiam ir assistir, então decidi gravar algumas músicas para deixar um gostinho de quero mais kkkkk
Preparadas? Aí vão os vídeos de Through the Dark e Little Things, espero que gostem.
Posto BSE e WMYB no próximo post, okay?
 Me perdoem os gritos, a minha voz horrível e a voz da minha amiga (que conheci lá) sjashuahsauhsauhsuah
Foi uma loucura, no fim do filme todas as directioners saíram gritando da sala, metade do shopping parou só para ver o que estava acontecendo, foi ensurdecedor kkkkkkk
Amo vocês e comentem, pleaseee <3



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"Eu acredito no seu amor
Eu respiro o seu amor
Tal como o ar da manhã
Eu durmo com o seu amor
Eu saúdo o seu amor
E eu não posso fugir..."
- Baby When The Light (David Guetta)


— Oi — murmurou doce e sereno.
— Oi — repeti preguiçosamente.
— Deita comigo? — pediu carinhosamente, me fazendo derreter novamente.
— Acho que não posso — sussurrei e ele sorriu.
— Claro que pode, Harry, ajude aqui — pediu Niall e Harry se aproximou.
— O que quer, Nialler?
— Ajude a Vee a se deitar comigo, por favor — falou se afastando da ponta da cama, ele fez uma careta de dor, mas sorriu me tranquilizando.
— Seu pedido é uma ordem, cara.

Harry riu e me pegou no colo, delicado como sempre, lhe dei um beijo na bochecha antes que ele me colocasse deitada na cama, ao lado de Niall.
Vi Harry voltar para o sofá no canto, onde os rapazes estavam conversando baixinho com Gem, de vez em quando algum deles olhava em nossa direção, como se para constatar que estávamos nos comportando.
Niall passou um dos seu braços pelo meu ombro e com a mão livre ele segurou a minha mão, olhei para ele, sentindo um amor enorme por esse rapaz, me lembrando do pouco que sei de nossa infância.


— No que está pensando? — sussurrou, seus olhos ainda nos meus, sua mão brincando com a minha, seu calor me aquecendo no fim desse outono frio.
— Em você, em mim, em nós... — murmurei e inclinei a cabeça, encostando meu nariz no seu, ele sorriu. — É um alívio imenso estar aqui com você depois do acidente.
— Eu acordei várias vezes desde aquele dia, mas não conseguia abrir meus olhos, eu só conseguia ouvir, eu ouvia tudo atentamente, tentando ouvir algo sobre você, mas ninguém falava sobre isso, fiquei aterrorizado, achei que você tinha... — sua voz morreu lentamente, seus olhos brilharam tristemente e eu fechei meus olhos, absorvendo esse momento.
— Antes da ambulância chegar, eu te vi no chão, um pouco distante dos destroços do carro, fiquei desesperada, não sabia o que fazer, nem o que pensar, eu só fiquei ali com você, chorando e orando, pedindo para que você ficasse bem, eu fiquei... Desesperada, desolada, despedaçada, foi como ver meu mundo ali no chão, fiquei com tanto medo, com tanto, tanto medo — confessei, nem ao menos senti as lágrimas escorregando, mas elas estavam molhando todo o meu rosto.
— Também fiquei com muito medo, não aguentaria te perder mais uma vez, eu sou seu e não quero, jamais, te deixar fugir de mim novamente, eu te amo Vee Grey, eu te amo demais — sussurrou, completamente ausente de todas as pessoas no quarto, eu também não estou preocupada com eles.
— Eu também te amo, Niall, te amo mais do que eu poderia imaginar amar alguém, e te peço que não me deixe fugir, por favor, estarei fora de mim se tentar — sussurrei em resposta.

Niall respirou fundo, absorvendo minhas palavras, então me puxou para mais perto e me beijou, depois de tanta preocupação seus lábios são um bálsamo para mim, me resgatando de toda essa confusão e angústia.


Fechei meus olhos e continuei ali, bem pertinho dele, sentindo seu corpo, seu cheiro, seu calor; não quero me afastar tão cedo, não depois de tudo o que aconteceu.
O sono estava me dominando, os braços de Niall estavam tão aconchegantes, vi vagamente o pessoal se despedir de Niall, que ainda estava acordado, e deixar o quarto em seguida, só Greg ficou, a fim de tomar conta de nós dois.
Senti Harry me dar um beijo na testa e se afastar, Niall me apertou um pouco mais forte, despertando a dor no corpo, que agora me é tão familiar, apenas ignorei e voltei a adormecer lentamente.

|☼|☼|☼|

Escutei vozes conhecidas, mas senti muita preguiça para abrir os olhos, então continuei escutando, são Niall e Greg conversando, suas vozes são tão parecidas.

— E o Théo? Está melhor? — perguntou Niall, seus braços ainda estavam em volta de mim, me aquecendo e protegendo.
— É, sim, está bem melhor, o médico passou alguns antibióticos e ele está melhorando, nada com que se preocupar — respondeu o Greg.
— Ótimo, quero ver ele.
— Posso trazê-lo aqui, se quiser — ofereceu Greg.
— Sim, é, por favor, sinto falta dele, da Leslie também, faz tempo que não a vejo — murmurou Niall, distraído.
— Quer que eu passe no orfanato? Posso ver como ela está e tentar trazê-la aqui, a diretora faz tudo o que você quer mesmo, acho que não vai ser difícil.
— Você pode tentar, eu acho que ela deixaria mesmo.
— Então eu trago o Théo hoje a tarde e amanhã tento trazer a Leslie.
— Ótimo, obrigado irmão.
— Cheguei!! — cantarolou Harry, sua voz é inconfundível.
— Já estava na hora, trouxe? — perguntou Niall, ansioso.
— É claro que sim, seu pedido é um ordem, meu chapa. Aproveite enquanto pode — provocou Harry.

Escutei passos, então minha curiosidade foi mais forte que a preguiça e eu abri meus olhos lentamente, tendo como vista os lindos olhos de Niall, ele estava analisando algo pequeno em sua mão.
Ele me viu abrir os olhos e sorriu para mim, ele beijou a ponta do meu nariz, me fazendo sorrir, e colocou o objeto na minha frente, para que eu pudesse ver a versão em miniatura do carro que eu tanto almejava em sua coleção de clássicos.
Um lindo Shelby Mustang GT350 - 1966, eu realmente sou apaixonada por esse carro.

— Nosso carro chegou — falou animado, não contive um sorriso, meninos e seus brinquedos¹.
— Nosso carro chegou — repeti sorridente, ele riu.
— Ainda vou comprar um carro desse para nós dois, vai ser nosso primeiro carro, como você queria.
— Nós não deveríamos estar traumatizados com esse lance de carro? — perguntei dramaticamente e ele riu.
— Não, aquilo foi um acidente, não teve nada haver com o carro.
— Concordo, então, como vai encontrar esse carro? 
— Eu não sei, vou ter que procurar bastante — murmurou pensativo.
— Vai mesmo — concordei, admirando-o enquanto ele pensava.
— Ah, mudando de assunto, Greg tirou uma foto nossa — falou acusadoramente e apontou para Greg, que riu e deu de ombros. — Mostre a ela, agora! — ordenou Niall.
— Tudo bem, você quem manda.

Greg se aproximou com um celular na mão. Tudo bem, ele tirou uma foto, mas ele postou a foto no instagram, mas que merda! Tem muitos comentários e muitas curtidas. Foquei na legenda que ele colocou:

"Que sufoco, mas não tem nada melhor que dormir ao lado de quem ama para ficar tudo bem. Eles estão bem agora, graças a Deus!"



Um pequeno sorriso brotou em meus lábios, ele me abraçou durante toda a noite, e ele disse que me ama, sim, ele me ama, eu também o amo, muito mesmo.

— Eu acho que o hospital tem que começar a produzir macas de casal, sabe, só para o caso de vocês virem parar aqui novamente, esperamos que isso não aconteça, não é? — brincou Harry.
— Claro, Harry — concordou Niall, rindo.

Tentei me levantar lentamente, meu corpo reclamou, mas consegui me sentar, Niall franziu a testa e acariciou minhas costas, senti um arrepio percorrer todo o meu corpo.

— Quer ajuda? — perguntou Greg.
— Só para descer — pedi e ele se aproximou.

Greg estendeu a mão para mim e eu a segurei, ele segurou em minha cintura e me ajudou a levantar, minhas costelas ainda protestando, ele me deu apoio até a porta do banheiro e me deixou sozinha.
Demorei alguns longos minutos no banheiro, em parte por não poder me mexer direito, e outra por estar fazendo minhas higienes matinais.
Por fim, lavei meu rosto, me sequei com uma toalhinha que havia ali e voltei para o quarto, Harry me alcançou assim que eu abri a porta e me ajudou a voltar para a cama.

— Tudo bem? — perguntou Niall, quando me sentei novamente ao seu lado.
— Sim, bem melhor que ontem — sorri tranquilizando-o e ele assentiu.
— É, eu também.
— Que bom — disse e o selei rapidamente.

Harry se sentou na ponta da maca e cruzou as pernas, olhou para nós dois e sorriu à lá Cupcake.
Greg se levantou, sacudiu as roupas e anunciou:

— Vou em casa, mais tarde trago o Théo.
— Tá bom, sem pressa, apenas estou ansiando ver meu sobrinho — brincou Niall.

Greg acenou e foi embora sorridente.
Harry suspirou e se deitou, apoiando a cabeça em minhas pernas, Niall bufou e riu, enquanto eu acariciei os cabelos do Harry.

— Quando vamos sair daqui? — resmungou Niall.
— Cara, você acabou de acordar, ainda não pode nem se mexer direito e já quer sair? Relaxa um pouco — disse Harry.
— Mas tem alguma previsão de quando vamos receber alta? — perguntei.
— Uma semana, no máximo.
— Mas é muito tempo — resmungou Niall.
— Eu sei — falamos Harry e eu juntos.
— Preciso ligar para o papai — murmurei e Harry estendeu o celular para mim. — Obrigada.

Disquei o número da casa do meu pai, chamou três vezes até a Anne atender, ela suspirou aliviada quando escutou minha voz.

— Querida, que bom que está bem, como se sente?
— Bem, mãe, obrigada — ela ficou um tempo muda, chamá-la de mãe ainda é novo para nós duas, mas eu pude imaginar seu sorriso. — Posso falar com meu pai?
— Claro, ele está aqui ao meu lado, se cuide, vou passar para ele.
— Obrigada.
— Meu amor, como está? — perguntou papai.
— Estou bem e o senhor?
— Muito mais aliviado agora, desculpe não poder ter esperado você acordar.
— Não, pai, não tem problema, fiquei feliz de você ter vindo.
— Fiquei com o coração apertado de te deixar nesse estado, fiquei tão preocupado.
— Estou bem agora, papai, não se preocupe mais.
— Me diga a verdade, como você está?
— Estou bem, por favor acredite, estou muito bem, um pouco dolorida, mas vai passar.
— Tá, tudo bem, acredito em você. E o rapaz, como está seu garoto?


                                              

¹- "Meninos e seus brinquedos": Leio muito essa frase em 50 tons de cinza, da E. L. James, mas muitas aqui podem nunca ter lido, pois é recomendando para maiores de idade, mas sou vida louca e leio mesmo assim kkkkk




Hey girls, tudo bem?
Quero avisar que estou finalizando a fic Does He Know?
com o nosso Tommo.
Estou ansiosa para vocês lerem ela, kkkkk
Comentem, pleaseeeee.
Amo vcs <3


Por: Milinha Malik. Tecnologia do Blogger.

Um Amor Real

Sinopse
"https://one-direction-picture.blogspot.com/2024/04/um-amor-real-prologo.html">Prólogo

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